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MACHISMO NA POLÍTICA

Vereador ataca pré-candidata do Podemos e levanta debate sobre violência política contra mulheres

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O discurso do vereador Marcos Vinícius na Câmara de Sinop abriu um debate que vai além da divergência política. Ao comentar um vídeo da pré-candidata à Assembleia Legislativa Scheila Pedroso, o parlamentar utilizou a tribuna para acusá-la de oportunismo e tentar desqualificar publicamente sua fala sobre os índices de feminicídio no município.

Ao afirmar que a manifestação teria sido feita para “se promover”, o vereador direcionou o discurso à credibilidade da pré-candidata. A abordagem se encaixa no tipo de situação que motivou a criação da Lei nº 14.192/2021, que trata de práticas voltadas a constranger ou deslegitimar a participação feminina na política.

O episódio também chama atenção pelo histórico de atuação do parlamentar. Em quase dois anos de mandato, não há registro de projetos relevantes voltados à defesa das mulheres ou ao enfrentamento da violência de gênero em Sinop. A produção legislativa apresentada até aqui é limitada, com poucos projetos de lei e baixo volume de iniciativas relacionadas a políticas públicas estruturantes.

A presença política do vereador se concentra principalmente nas redes sociais, com vídeos e discursos frequentes sobre temas de confronto político. O uso da tribuna para ataques a adversários segue essa mesma linha de atuação.

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A fala ocorre em um momento em que Scheila Pedroso aparece entre os nomes com maior potencial para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa representando a região norte de Mato Grosso. A pré-candidatura surgiu a partir de convite do deputado estadual Max Russi, dentro do Podemos, partido que hoje reúne uma das estruturas mais competitivas para a disputa estadual.

O episódio trouxe novamente para o centro do debate a forma como mulheres são tratadas quando participam ativamente da vida política e levantam pautas sensíveis, como a violência de gênero. A legislação criada para enfrentar a violência política contra mulheres busca garantir que essa participação ocorra com respeito, liberdade de posicionamento e sem tentativas de constrangimento público.

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