Com a extrema-direita bolsonarista o uso da fé cristã na política brasileira tornou-se uma ação cínica, sem disfarces. Usa e abusa. A religião é um instrumento da política extremista, que busca capturar o eleitorado de centro. A fórmula é conhecida: alimenta massivamente o medo do comunismo, da insegurança social e de qualquer forma de mudança. A imagem de um mundo ideal é manter a tradição, mesmo que contra os princípios cristãos do amor ao próximo, de tolerância e de respeito. A ação radical da extrema-direita é colocar Jesus na causa do ódio e da intolerância. O Jesus da extrema-direita prega a destruição do outro.
Para os farsantes da fé, a adoração a Jesus virou um negócio comercial atrelado à política, onde a religião é um mero detalhe. Influenciadores de direita ou de extrema-direita usam a religiosidade como uma forma de autoflagelação e de se aproximar do movimento cristão. As razões financeiras unem-se às motivações políticas. A exploração da fé é um bom negócio para esses influenciadores que ganham muito dinheiro promovendo políticos que usam Jesus na sua causa eleitoral.
Cuiabá, administrada hoje pela extrema-direita bolsonarista, receberá mais edição da Marcha para Jesus, que acontecerá no dia 28 de junho. O evento, anuncia a assessoria, promete reunir cristãos e igrejas de Cuiabá e de diversas regiões de Mato Grosso em um ato de adoração, oração e comunhão, com a expectativa de milhares de participantes.
“A Marcha para Jesus é mais do que um simples evento, é uma manifestação pública de fé, unidade e amor a Cristo. Representa a oportunidade de proclamar que Jesus é o Senhor de nossas vidas, da nossa cidade e do nosso Estado. É um momento de adoração, intercessão, clamor e celebração em família”, destaca o pastor Reinan Nascimento, um dos organizadores. Para os cristãos que participam do acontecimento o momento é de adoração, para os políticos é apenas a oportunidade de vincular a imagem pessoal.
A programação incluirá momentos de louvor com bandas e ministérios, orações e mensagens de líderes cristãos. “A Marcha representa um movimento de paz, esperança e transformação. É o momento em que milhares de pessoas vão às ruas, não para protestar, mas para levar uma mensagem de vida, salvação e comunhão. Estamos cuidando de cada detalhe com excelência, porque cremos que Jesus merece o nosso melhor”, conclui Reinan, no seu alerta para não misturar a fé com política partidária. Um alerta que não comove os políticos cínicos.
A realização do evento é do Conselho de Ministros Evangélicos Cristãos de Mato Grosso (COMEC/MT), com apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL) e da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), e produção da FlyUp Digital.





















