O advogado F.R.D.A.M, de 50 anos, foi detido por importunação sexual que teria sido cometida supostamente contra a mulher de um policial da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) de Cuiabá.
O advogado detido afirmou que as imputações de importunação sexual contra ele são falsas e relatou ter sido agredido com um violão e ameaçado de morte pelo policial envolvido no caso.
O conflito entre o policial e o advogado começou na última terça-feira (06.06), quando a equipe da DRCI foi até o condomínio onde mora o advogado após uma denúncia de importunação sexual contra a esposa do policial.
A equipe do 190 e do plantão da Delegacia de Combate à Violência contra a Mulher também foi acionada, mas o advogado não foi encontrado. Os policiais da DRCI foram até uma academia próxima à UFMT onde o suspeito estaria, mas foram informados de que ele teria voltado ao condomínio.
Os policiais tentaram entrar na casa, mas viram que estava trancada, e que o suspeito conversava ao celular com alguém. Após algumas tentativas para que ele abrisse, os policiais arrombaram a porta. Segundo o boletim de ocorrência, ele foi levado à delegacia após tentativas de embaraçar a diligência.
Em outro boletim de ocorrência, registrado pelo advogado, a alegação é de que o policial envolvido no caso, identificado com as iniciais L.T., teria gritado na porta do apartamento o ameaçando de morte.
Ele afirmou que L.T., dois policiais civis, e duas policiais militares entraram no apartamento e acompanharam quando L.T. apontou a arma para ele, mandou que deitasse no chão e usou um violão que estava na sala de sua casa para bater em sua cabeça. O advogado se defendeu com o braço, o que gerou uma lesão no local.
O advogado afirmou que, enquanto estava na cela, foi ameaçado pelo policial de morte por três vezes. Para comprovar as declarações, o advogado pediu acesso às câmeras de segurança, a realização de perícia pela Politec, e medida protetiva em razão das ameaças de morte.
O que diz a Polícia Civil
Por meio de nota, a Polícia Civil confirmou o registro das ocorrências de importunação sexual, desobediência, ameaça e lesão corporal.
“Por se tratar de crime que depende de representação da vítima, e ou de crime sexual, mais detalhes não serão repassados”, diz a manifestação.
O que dizem o advogado e o policial
A reportagem tentou contato com o advogado envolvido no caso, mas não recebemos resposta até o momento. O policial citado no boletim de ocorrência não foi localizado pela reportagem.





















