O plenário do Senado Federal rejeitou a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de Jorge Messias para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão ocorre após Messias ter sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por um placar de 16 a 11, onde demonstrou possuir o notório saber jurídico exigido para o cargo.
A rejeição no plenário, no entanto, foi marcada por articulações políticas complexas. De acordo com a análise do jornalista Antero Paes de Barros, no comentário Preto no Branco desta quinta-feira (30.04), o pano de fundo da decisão não estaria apenas na divergência ideológica, mas em interesses ligados a investigações em curso no STF.
O “Fator Evangélico” e o Banco Master
Curiosamente, apontou Antero, um dos pontos de resistência teria sido o fato de Jorge Messias ser evangélico. Segundo a análise, a presença de Messias na Corte poderia fortalecer a atuação do ministro André Mendonça, que também é evangélico e relator de processos sensíveis, como os casos envolvendo o Banco Master e o Caso Vorcaro.
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