O interventor da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), Luciano Hocsman, respondeu à chapa “Federação para Todos” nesta quarta-feira (11.06) que o processo eleitoral será retomado pelo Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA). O mesmo processo que havia sido paralisado pela Justiça tem validade e vai ter continuidade.

Existem algumas dúvidas que pairam no ar sobre a divulgação do colégio eleitoral e também da controvérsia em torno da legitimidade da candidatura de Aron Dresch, ex-presidente da entidade, que tenta um terceiro mandato consecutivo — o que, segundo a chapa de oposição, violaria normas estatutárias. Há ainda acusações de fraudes na subscrição das chapas concorrentes.
A CBMA ainda não se manifestou sobre a decisão de Hocsman e nem deu a data da eleição.
Disputa pela condução da FMF
A crise na FMF se agravou após a suspensão da eleição que estava prevista para o dia 03 de maio de 2025. Uma liminar judicial impediu a realização do pleito diante de denúncias de irregularidades no processo e questionamentos sobre a imparcialidade da Comissão Eleitoral. Diante do impasse, o mandato de Aron Dresch terminou no dia 26 de maio sem que uma nova diretoria fosse eleita.
Em meio ao vácuo de poder, a Justiça de Mato Grosso nomeou o advogado Thiago Barros como administrador provisório da entidade. A decisão, no entanto, foi contestada pela CBF, que alegou interferência externa, algo proibido pelas normas da FIFA e pelo Estatuto do Futebol. Como alternativa, a entidade máxima do futebol brasileiro indicou Luciano Hocsman, presidente da Federação Gaúcha de Futebol, como interventor interino.
Após negociações entre as partes, a Justiça acatou a proposta da CBF e revogou a nomeação anterior. Ficou definido que a eleição da nova diretoria da FMF terá decisão do interventor em um esforço para restaurar a lisura e a regularidade do processo eleitoral.





















