A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) pretende limitar o acesso de pessoas ao interior do campus de Cuiabá após casos de violência registrados recentemente na instituição. Entre as medidas anunciadas pela reitora Marluce Souza e Silva, além da limitação do acesso à UFMT, está a instalação de câmeras de segurança.
“A UFMT atravessa uma situação difícil, mas muitas medidas foram tomadas. Tivemos fatos lamentáveis, como o assassinato de uma mulher dentro do campus, e estamos trabalhando para realizar na UFMT um trabalho de manutenção, de custeio, de limpeza, de visibilização e de mudança na sua identidade”, disse a reitora em entrevista aos jornalistas Antero Paes de Barros e Michely Figueiredo, na Rádio Cultura, nesta segunda-feira (04.08).
“A localidade da UFMT facilita muito a entrada de pessoas estranhas. A nossa via principal é uma via utilizada por todos os motoristas daquela redondeza, que querem cortar caminho. Precisamos repensar essa portaria, esse controle, e para isso precisamos de recursos financeiros para colocar uma cancela ou outro recurso de tecnologia”, informou a reitora.
“Precisamos fechar as entradas, que são diversas e que permitem a entrada das pessoas. Recebemos relatos de pessoas que fazem exercício físico às 5h e encontram pessoas até adormecidas em banheiros. Se fecharmos no horário noturno, essas pessoas não poderão entrar. Vamos fechar algumas das entradas até que tenhamos orçamento possível para resolver de outra forma”, completou.
Marluce Souza e Silva disse ainda que a UFMT vai fazer adesão ao programa Vigia Mais, do Governo do Estado, com a instalação de 66 novas câmeras de vigilância. Além disso, 300 câmeras que já existem na UFMT estão passando por manutenção e limpeza, e outras 100 câmeras doadas por voluntários serão instaladas. “Teremos cerca de 600 câmeras ligadas diretamente à segurança pública do Estado. Tudo o que é possível fazer, estamos fazendo”.
Botão do pânico
Na última semana, a reitora participou de uma reunião com o Diretório Central dos Estudantes (DCE), Centros Acadêmicos e representantes da Reitoria. Durante o encontro, a gestão recebeu oficialmente a Carta Compromisso pela Segurança, documento construído de forma coletiva pelo movimento estudantil, com 10 propostas prioritárias voltadas à proteção da comunidade universitária. A reitoria confirmou a aceitação integral do documento, que prevê melhoria da iluminação, transporte e infraestrutura em todos os campi, e a criação de um botão de pânico na universidade.
A reitora informou que o aplicativo com o botão do pânico será criado e vai funcionar apenas dentro das dependências da universidade. “O botão do pânico já está à disposição da Universidade, mas faremos a instalação das câmeras primeiramente. O botão do pânico vai funcionar dentro da universidade e qualquer pessoa que se sentir ameaçada naquele espaço físico poderá acionar o botão”, concluiu a reitora.

























