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NESTA SEXTA

Vera França e Fernando Contreras fazem palestras no Seminário Internacional 100 Anos de Michel de Certeau

A iniciativa integra uma série de atividades organizadas internacionalmente pela Université Savoie Mont-Blanc, na França, que tem a UFMT como parceira.

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(Foto: Reprodução)

A professora doutora Vera França, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e o professor doutor Fernando Contreras, da Universidade de Sevilha/Espanha, farão, nesta sexta-feira (24.04), as palestras do Seminário Internacional 100 Anos de Michel de Certeau. O evento é uma realização do

grupo de pesquisa Multimundos, em parceria com os programas de pós-graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (ECCO) e em Comunicação e Poder (PPGCOM) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

A iniciativa integra uma série de atividades organizadas internacionalmente pela Université Savoie Mont-Blanc, na França, coordenadas pelo professor Jacques Ibanez, para marcar o centenário de nascimento do pensador francês Michel de Certeau (1925–1986), referência nos estudos sobre as práticas do cotidiano.

O evento é realizado de forma on-line, com transmissão pelo canal do ECCO no YouTube, sempre com início às 14h (horário de Cuiabá). A proposta é discutir a relação entre comunicação e cotidiano a partir das contribuições teóricas de Certeau, especialmente o conceito de “invenção do cotidiano”, central em sua obra.

No campo da comunicação, o pensamento do autor tem sido mobilizado para analisar como práticas cotidianas são apropriadas e ressignificadas por indivíduos e grupos, tanto na produção artística quanto na pesquisa acadêmica. A programação do seminário se organiza em torno dessas questões, buscando compreender como essas dinâmicas se transformam em contextos contemporâneos.

“O pensamento de Michel de Certeau, a partir da interseção entre comunicação e cotidiano, é muito rico em termos de abrir, por exemplo,  para uma série de reflexões sobre o contexto contemporâneo e as competências dos sujeitos em relação ao poder das Big Techs e a lógica comercial dos algoritmos”, destacou o professor Pedro Pinto de Oliveira, doutor em Comunicação e coordenador do grupo de pesquisa Multimundos/UFMT, ao lado do professor doutor Benedito Diélcio Moreira.

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Pedro Pinto de Oliveira é membro do Comitê Científico que organiza a série de eventos para marcar o centenário de nascimento de Michel de Certeau. Uma comemoração multifacetada (simpósios, conferências, exposições, obras de arte, etc.) em seu país natal e em outros países, como o Brasil. O objetivo não é apenas compreender melhor o homem e sua obra, mas também apropriar-se e expandir seu vasto pensamento no trabalho contemporâneo. A UFMT é instituição parceira destas comemorações.

Os resumos das palestras desta sexta-feira:

Michel de Certeau: entre a ação e a crença, o fazer e o dizer

Vera França – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Na apresentação do livro A invenção do cotidiano, Luce Giard fala de “um jesuíta que se tornou caçador fora da estação legal”. Este aspecto de sua obra – a ênfase na criatividade, no inesperado, nas artimanhas do sentido – fazem de Certeau um pensador que ajuda a pensar.

As questões que animam nossa época, uma contemporaneidade tumultuada, não são as mesmas presenciadas e analisadas por ele; no final dos anos 1960 e anos 1970, o cenário era bem distinto. Hoje, não se trata de ouvir as vozes sufocadas, mas tentar escutar em meio à cacofonia e falsas informações; o desafio não é apenas romper a ordem imposta pela instrumentalidade escriturística, mas lidar com a descrença. Não é preciso nem interpretar, pois a verdade não importa mais.

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Em que pese as diferenças contextuais, seria possível trazer suas reflexões sobre o enfraquecimento das crenças, a relação entre autoridade e saber, a mentira da interpretação para nos ajudar a pensar as muitas dificuldades que atravessam o cenário comunicacional contemporâneo?  É o que tentaremos fazer neste texto.

Entre Ordem e Apropriação: Crise de Práticas e Instituições no Pensamento de Michel de Certeau

Fernando Contreras – Universidade de Sevilha/Espanha

A própria existência da cultura pressupõe uma condição sine qua non: para que se possa falar propriamente de cultura, não basta que os indivíduos sejam meros agentes de práticas sociais; é necessário também que essas práticas possuam significado para aqueles que as realizam. Para Certeau, a cultura não pode ser reduzida à recepção passiva de produtos, discursos ou ideologias: ao contrário, é um processo ativo pelo qual os sujeitos interpretam, apropriam-se e elaboram o que a sociedade lhes oferece como horizonte de vida e pensamento. Nesse sentido, a cultura se constitui no ato pelo qual cada indivíduo marca, transforma e reconfigura os materiais simbólicos disponíveis, integrando-os à sua própria experiência e atribuindo-lhes significado.

 

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