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COMUNICAÇÃO & CIÊNCIA

Ensaios audiovisuais desafiam o jeito tradicional de comunicar ciência

Pesquisador propõe aproximar o conhecimento acadêmico do público por meio da linguagem audiovisual e multimodal.

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Em artigo de opinião publicado na Rede Sucuri nesta terça-feira (28.10), o jornalista e professor Pedro Pinto de Oliveira, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), defende que a comunicação científica precisa se reinventar para enfrentar o avanço do negacionismo e do populismo autoritário. Segundo ele, a produção e a divulgação do conhecimento devem buscar formas mais livres e inovadoras de diálogo com a sociedade, especialmente em temas como a crise climática, frequentemente reduzidos a disputas ideológicas.

“Democratizar o conhecimento é devolver à sociedade o que nasce dela”, escreve o doutor em Comunicação pela UFMG. Para isso, ele propõe uma abordagem de comunicação científica relativamente nova: o ensaio audiovisual, desenvolvido em parceria com o professor Benedito Diélcio Moreira, também da UFMT.

A proposta integra o campo da comunicação multimodal, que une arte e ciência e explora diferentes linguagens, palavra, imagem e som, como veículos legítimos de produção de conhecimento. O objetivo, explica Oliveira, é criar uma “escritura de ciência” que vá além dos formatos tradicionais, como artigos e capítulos de livro, e que possa ser compreendida também por públicos não acadêmicos.

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“O ensaio audiovisual científico não é uma escritura sobre ciência, mas uma escritura de ciência”, resume o autor. O formato segue critérios acadêmicos e busca a validação pelos pares, mas propõe uma experiência estética e reflexiva na comunicação dos resultados de pesquisa.

Metodologicamente, o trabalho se inspira em princípios do cinema, especialmente na ideia de que o pensamento é montagem, como escreveu o filósofo Georges Didi-Huberman. A intenção é construir narrativas que unam forma e conteúdo, permitindo que imagens e sons tenham autonomia para expressar ideias científicas.

A proposta faz parte das pesquisas do grupo Multimundos/UFMT, coordenado por Oliveira, e vem sendo apresentada em congressos da IAMCR (International Association for Media and Communication Research). Entre os temas já transformados em ensaios audiovisuais estão o debate sobre a crise climática nas eleições de Cuiabá em 2024, as cenas da extrema direita no 8 de janeiro de 2023 e o assassinato da vereadora Marielle Franco.

Oliveira cita ainda influências de autores como Patrícia Leavy e Nico Carpentier, referências em pesquisa multimodal baseada em arte (ABR), abordagem qualitativa que usa processos artísticos para compreender a experiência humana e traduzir fenômenos sociais complexos.

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“A abertura para outros públicos é uma consequência positiva da democratização do conhecimento e do pensamento reflexivo”, escreve o pesquisador. “As pessoas compreendem mais facilmente um texto audiovisual do que um paper.”

O artigo completo pode ser lido na Rede Sucuri e inclui links para os principais textos e vídeos do projeto. Confira aqui.

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