O deputado estadual Eduardo Botelho (União) foi perguntado sobre o que achava de uma declaração do senador Wellington Fagundes (PL). O senador afirmou que candidato a cargo majoritário, na eleição de 2026, “precisa estar preparado para a devassa na sua vida”. Botelho, na entrevista publicada pelo jornalista Toninho de Souza, minimizou a declaração de Wellington: “todo político sofre devassa, eu mesmo tive minha vida devassada, puxaram até briga com mulher de 20 anos atrás”.
Parte I
– Wellington mandou de certa forma um recado para o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), seu rival na disputa ao governo de Mato Grosso. Otaviano tem contra si um grave episódio de violência doméstica, mal explicado e ainda controverso. Em um estado campeão de matança de mulheres, o episódio tem uma dimensão política significativa. O vice terá que explicar as razões e motivos deste episódio, que à época foi abafado pelo poder econômico e político do governo do estado.
Parte II
– O deputado Eduardo Botelho teve sua vida pessoal devassada muito antes do embate contra Abilio Brunini (PL) na eleição, o adversário que fez os maiores ataques pessoais contra ele. É fato: quem primeiro levantou publicamente a suspeita sobre a fidelidade matrimonial de Botelho foi a primeira-dama Virgínia Mendes. Na disputa interna para a escolha do candidato a prefeito do União, vale tirar do Buraco da Memória, foi Virgínia quem fez o primeiro ataque pessoal contra Botelho, ainda que de modo implícito. Ela afirmou que preferia Fábio Garcia porque ele era “fiel”.
Juntando as partes
Casos pessoais não tem tanto peso numa eleição a cargo proporcional, mas ganham força e foco nas candidaturas majoritárias, governador, senador e presidente. Debater essas questões faz parte sim de uma democracia forte, onde a reputação e postura dos candidatos são levadas em conta, na comparação entre os candidatos.
Certamente as questões pessoais dos candidatos vão concorrer com as denúncias de escândalos políticos e administrativos nesta eleição de 2026.
Veja o vídeo com a declaração de Eduardo Botelho:






















