O senador Jayme Campos (União) declarou nesta quinta-feira (11.12) que “bacanas” enriqueceram em Mato Grosso ao receberem do Governo do Estado terras públicas por valores ínfimos. A fala foi feita em entrevista à rádio Cultura concedida aos jornalistas Antero Paes de Barros e Michely Figueiredo.
Segundo Campos, há muita coisa “debaixo do tapete” que ainda precisa surgir. Uma destas situações, segundo ele, seria a distribuição de terras públicas de maneira quase que gratuita por meio do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat).
“Infelizmente estes bacanas têm causado um prejuízo gigante para o estado de Mato Grosso. E esses bacanas, muitos deles, ficaram bilionários e trilionários às custas do estado de Mato Grosso”, comentou Campos. “Tem um cidadão aí, um bambambam, metido a rei da cocada preta, esse cara só num dia recebeu de graça 50 mil hectares de terra via Intermat pagando, naquela oportunidade, 0,30 centavos por hectare”, afirmou o senador.
Antero questionou o nome de quem seria o beneficiado e Jayme declarou que existem documentos sobre a entrega da propriedade pública.
“Não foi só ele. Esse é um cidadão, em uma tacada só saiu 50 mil hectares de terras. São vários, são tantos, depois eu vou levar a limpo isso aí. Muitos assuntos aqui em Mato Grosso que estão debaixo do tapete”, declarou o senador.
A fala foi feita quando Campos comentava a declaração do ex-governador Blairo Maggi (PP) indicando que o atual vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) seria o próximo governador do estado e o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), deve se reeleger senador.
“Aonde nós estamos? Aqui virou um fazendão? Onde tem cinco sócios de uma S/A que vai sentar e escolher o governador e senador? Aonde vamos parar, amigo? Isso aqui vai ser um estado privado?”, criticou Campos.





















