O advogado e ex-deputado federal Fábio Trad criticou a articulação promovida pela extrema-direita brasileira para rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Trad sugere que a fé cristã está sendo utilizada como um instrumento de poder partidário. O ponto central do debate é o silêncio dessas lideranças diante da rejeição de Jorge Messias, um jurista declaradamente evangélico e fiel aos valores cristãos, por parte do Senado.
“Líderes evangélicos dizem que são contra Lula por causa da fé e dos valores cristãos. Repetem isso como mantra em palanque, em púlpito e em rede nacional. Mas o Senado bolsonarista rejeitou Jorge Messias, um jurista declaradamente evangélico. E as lideranças evangélicas nacionais? Silêncio. Nenhuma indignação”, disse Trad.
A crítica principal reside na ideia de que, quando a espiritualidade se curva a uma liderança política específica, ela deixa de ser fé e se torna partidarismo. A rejeição de um nome que tecnicamente e religiosamente preenche os requisitos defendidos pelo grupo evidencia que o critério de apoio não é a religião em si, mas a fidelidade a um projeto de poder.
Veja no vídeo abaixo:






















