O militar identificado é Wellington Rodrigues Mendonça, de 44 anos, lotado no 22º Batalhão. De acordo com o relato das vítimas, L.G.L.S., de 25 anos, e T.C.A.A., de 24 anos – esta última servidora da ALMT –, elas estavam em uma roda de amigos quando o oficial, visivelmente embriagado, se aproximou.
Segundo a narrativa policial, Wellington sentou-se ao lado de T.C. e disse que ela “estaria olhando para ele”. Após a negativa da jovem, ele se levantou, aproximou-se ainda mais, passou a mão na coxa dela e começou a empurrá-la com o quadril. As vítimas então revelaram que mantêm um relacionamento homoafetivo, na tentativa de fazê-lo desistir, mas sem sucesso.
A amiga L.G. teria tentado afastá-lo e, diante da insistência, tentou desferir um soco. O tenente-coronel, então, segurou seu braço com força e se identificou como “coronel”, afirmando estar armado e ser casado. Ele também teria dito para as mulheres “não fazerem nada”. Testemunhas relataram à polícia que o militar já havia adotado a mesma conduta com outras mulheres na “esquenta de carnaval” realizada na praça.
Quando a guarnição da PM chegou ao local, Wellington recusou-se a entregar sua arma de fogo, mesmo estando em evidente estado de embriaguez. Perante seus subordinados, o oficial passou a ameaçar a equipe, proferindo frases como “vou lembrar disso” e “vocês estão fundidos”, e chamou um cabo de “merda”. Os fatos foram presenciados e relatados pelo 1º tenente Monteiro, oficial de área que foi acionado.
Após a intervenção, o tenente-coronel foi encaminhado ao Plantão de Atendimento à Vítima de Violência Doméstica, Familiar e Sexual para registro da ocorrência. Ele negou a prática de importunação sexual, alegando apenas ter perguntado se poderia conhecer a vítima e ter se afastado após a resposta negativa.
Em nota oficial, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso repudiou veementemente o fato e declarou que prestará “total apoio à servidora vítima de importunação sexual”. A Casa informou que o presidente da ALMT fará os devidos encaminhamentos e cobrará do comando da PMMT que “todas as providências cabíveis sejam adotadas com o máximo rigor”.
“Situações como essa são inaceitáveis e não podem ser toleradas. A ALMT reafirma seu compromisso com o respeito às mulheres e defende que casos dessa natureza sejam apurados com seriedade, responsabilidade e justiça”, afirmou a nota.
Veja a nota completa:
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso prestará total apoio à servidora vítima de importunação sexual e informa que o presidente da Casa fará os devidos encaminhamentos, cobrando que todas as providências cabíveis sejam adotadas com o máximo rigor por parte do comando da Polícia Militar.
Situações como essa são inaceitáveis e não podem ser toleradas. A ALMT reafirma seu compromisso com o respeito às mulheres e defende que casos dessa natureza sejam apurados com seriedade, responsabilidade e justiça.





















