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PERIGO NAS ESTRADAS

Rodovias federais em MT registram 243 mortes em 2025; colisões concentram mais de 70% dos óbitos

Levantamento da CNT aponta BR-163 como a mais perigosa do estado e indica falhas de infraestrutura e comportamento dos condutores entre fatores de risco.

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(Foto: PRF)

As rodovias federais que cortam Mato Grosso registraram 2.636 acidentes ao longo de 2025, deixando 243 mortos e 2.835 pessoas feridas, segundo dados do guia Viagem Segura – Guia CNT de Segurança nas Rodovias Brasileiras 2026, divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). O número representa uma média aproximada de nove mortes a cada 100 ocorrências.

O levantamento reúne estatísticas nacionais e regionais sobre segurança viária e reforça que, além das condições das estradas, o comportamento dos motoristas continua sendo determinante para a gravidade dos acidentes.

As colisões foram o tipo de acidente mais frequente no estado, com 1.353 registros, o equivalente a 51,3% das ocorrências. Também concentraram a maior parte das mortes: 176 vítimas fatais, ou 72,4% do total.

Na sequência aparecem saídas de pista, com 634 acidentes (24,1%) e 32 mortes, e capotamentos ou tombamentos, que somaram 213 registros e 11 óbitos. Atropelamentos responderam por 20 mortes, apesar de representarem apenas 4,4% dos acidentes.

Falha humana aparece como principal fator

De acordo com o estudo, a principal causa dos acidentes em Mato Grosso foi a reação tardia ou ineficiente do condutor, responsável por 500 ocorrências, cerca de 19% do total.

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Já a principal causa associada às mortes foi trafegar na contramão, apontada em 46 casos, o equivalente a 18,9% dos óbitos registrados nas rodovias federais do estado.

Os dados seguem a tendência nacional identificada pela CNT, que aponta a ausência de reação do motorista como a causa mais recorrente de acidentes no país e a contramão como o principal fator associado às mortes.

BR-163 lidera acidentes e mortes

Entre as rodovias federais em Mato Grosso, a BR-163 concentrou o maior número de registros, com 969 acidentes (36,8% do total) e 84 mortes, o que representa 34,6% das vítimas fatais no estado.

Trechos específicos da malha viária aparecem como áreas críticas. Na análise por segmentos de até 10 quilômetros, o trecho da BR-070 entre os quilômetros 0 e 10 teve o maior número de acidentes, com 114 ocorrências. Já o segmento da BR-163 entre os quilômetros 640 e 650 foi o mais letal, com 11 mortes em apenas 12 acidentes.

Outros pontos considerados de alto risco incluem trechos das BRs 364 e 070, além de segmentos adicionais da BR-163, especialmente nas regiões com grande fluxo de veículos de carga.

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Além das estatísticas de acidentes, a CNT também avaliou as condições das rodovias na Pesquisa CNT de Rodovias 2025. Segundo o levantamento, 73,8% da extensão analisada apresenta algum tipo de problema.

As principais deficiências estão relacionadas ao pavimento, com falhas em 71,2% dos trechos, e à sinalização, considerada inadequada em 41,9% das vias. Ao todo, foram identificados 99 pontos críticos ao longo da malha rodoviária.

Entre os trechos estaduais avaliados, diversas rodovias concedidas foram classificadas como “regulares”, incluindo segmentos das MT-130, MT-140, MT-220, MT-235, MT-242, MT-248, MT-320 e MT-358.

Segundo a CNT, o guia lançado neste ano busca orientar motoristas sobre fatores de risco e planejamento de viagens, incluindo o conhecimento prévio das condições do trajeto, do pavimento e da sinalização. A entidade afirma que o uso de ferramentas como o Painel CNT de Acidentes Rodoviários pode ajudar a identificar rotas mais seguras e reduzir riscos, especialmente em períodos de férias e feriados prolongados.

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