Pesquisar
Close this search box.
INPP E UFMT

Pesquisadores registram 99 espécies de anfíbios e répteis entre Cerrado e Pantanal

Publicidade

Algumas das espécies registradas durante o inventário realizado pelo INPP em parceria com a UFMT (Divulgação/INPP)

Quantas espécies vivem onde o Cerrado encontra o Pantanal? O que elas nos dizem sobre o futuro desses ambientes diante das mudanças climáticas e do avanço da ação humana? Um estudo recente envolvendo pesquisadores do Instituto Nacional do Pantanal (INPP) e da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) ajuda a responder essas perguntas. Ao longo de 11 meses no Parque Sesc Serra Azul, em Mato Grosso, o grupo registrou 36 espécies de anfíbios (entre sapos, rãs e pererecas) e 63 répteis (incluindo cobras, lagartos, jabutis, cágados e jacarés). Parte dos registros contou com o apoio de colaboradores locais, reforçando o papel da comunidade na produção de conhecimento científico.

A região está localizada no planalto da bacia do Alto Paraguai, uma área de transição entre Cerrado, Pantanal e Floresta Seca Chiquitana, que favorece a alta diversidade biológica. Os resultados indicam que os anfíbios apresentam mais afinidade com ambientes associados à Floresta Seca Chiquitana (presente na fronteira Brasil-Bolívia). Já a fauna de répteis tem mais proximidade com comunidades típicas do Cerrado, no Brasil central.

Leia Também:  Casal acusado de atropelar e matar estudante vai a júri popular

Para o biólogo e pesquisador do INPP Leonardo Moreira, um dos autores do estudo, inventários em áreas de planalto são estratégicos já que essas regiões influenciam o regime das águas não só no Centro-Oeste, mas também em outras regiões do Brasil. “Existe uma conexão muito forte entre os riachos e veredas do Cerrado e as águas que sustentam o Pantanal. Conhecer a composição e a dinâmica das comunidades hoje é fundamental para medir as transformações em andamento e orientar ações relacionadas à conservação”, explicou.

O estudo contou com a participação dos pesquisadores José Gonçalves, Leonardo Moreira, Tainá F. Dorado-Rodrigues, Natália Smaniotto, Matheus Neves, Victória Silva e Christine Strüssmann e foi publicado na revista Herpetological Conservation and Biology. O levantamento apresenta um retrato detalhado da herpetofauna (conjunto de anfíbios e répteis da região) e cria um ponto de partida para acompanhar os impactos das mudanças climáticas e do avanço da fronteira agrícola.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

Publicidade

Publicidade

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com o Deputado Estadual Wilson Santos

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com Valdinei Mauro de Souza