O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), demonstrou otimismo quanto ao desempenho da pré-candidatura da médica Natasha Slhessarenko (PSD) ao governo de Mato Grosso. Em entrevista nesta sexta-feira (06.03), em Cuiabá, o ex-senador apostou em um cenário de fragmentação eleitoral para viabilizar o nome do partido na sucessão estadual.
Fávaro argumenta que a polarização política tradicional pode ser diluída com o aumento no número de postulantes ao Palácio Paiaguás. “Eu tenho certeza que a pulverização, com mais de três candidaturas, coloca aí: ela estará no segundo turno”, completou.
Natasha tem sido apontada como a quarta força em pesquisas eleitorais recentes. Por enquanto, as pré-candidaturas anunciadas são de Natasha, Wellington Fagundes (PL), Otaviano Pivetta (Republicanos) e Jayme Campos (União).
Questionado sobre as tensões internas na base e as dificuldades iniciais na estruturação da campanha, Fávaro tratou o momento com naturalidade.
Cenário nacional
O ministro também comentou o desgaste político em Brasília envolvendo a crise do Banco Master, que tem gerado tensões entre os Poderes. Indagado se o caso poderia respingar na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atrapalhar a reta final do governo, Fávaro defendeu a solidez institucional.
“Não tem por que atrapalhar o final do governo do presidente Lula, até porque ele é muito claro nas suas posições institucionais. Se alguém cometeu o ilícito, tem que ser responsabilizado. Eu fico triste de o Brasil estar de novo numa crise política institucionalizada, ainda mais da forma como foi isso. Mas o importante é que o Brasil tem instituições fortes que dão respostas”, afirmou.
Sobre a tentativa de setores da oposição de associar Lula à crise, Fávaro rebateu: “Vejam a fala do próprio presidente. Ele é muito claro: qualquer pessoa que cometeu ilícito tem que ser responsabilizada, independentemente de ser Lula ou não”.























