A série de denúncias de corrupção no governo Mauro Mendes acumula diversas frentes de investigação: escândalo da Oi; escândalo da Saúde durante a pandemia; escândalo da BR163, escândalo do Parque Novo Mato Grosso, entre outros. Agora surgiu uma nova denúncia. Documentos revelaram que a empresa do governador ganhou um contrato milionário na obra de construção do Hospital Central de Cuiabá.
O esquema de subcontratação funcionou assim:
A Bipar Indústria Metalúrgica empresa que pertence ao governador Mauro Mendes e à primeira-dama, Virgínia Mendes, atuou na elaboração do projeto de estrutura metálica do Hospital Central.
A Denúncia: Questiona-se como uma empresa do próprio chefe do Executivo estadual pôde ser fornecedora de uma obra pública orçada em mais de R$ 541 milhões.
O Mecanismo: A Bipar não foi contratada diretamente pelo Estado, mas sim subcontratada pelo Consórcio LC (formado pelas construtoras Lotufo e Concremax), responsável pela execução da obra. A Lotufo é a empreiteira campeã em recebimento de obras no governo Mauro Mendes, seja por licitação ou dispensa de licitação, como o caso da obra fracassada no Portão do Inferno.

A POSIÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO
Em março de 2026, o Ministério Público de Mato Grosso (MPE/MT) informou que já havia investigado o caso em 2023 e arquivado o procedimento. Alegou não ter encontrado ilegalidades, sobrepreço ou dano ao erário na época. Tudo bem, tudo legal, tudo sob controle. O negócio privado de Mauro Mendes estava habilitado a participar do negócio público do seu governo.
O contexto do tempo: o Ministério Público de Mato Grosso enfrenta hoje uma forte repulsa da opinião pública em relação ao que seria uma sistemática complacência e total subserviência aos ditames do governador Mauro Mendes. É um senso comum da maioria da população, registrado nas lamentáveis expressões “tudo dominado”, “não vai dar em nada” e “Mauro Mendes manda e desmanda”. Mas, legalmente, não se pode contestar que, no caso dessa denúncia de subcontratação, o MP investigou e garantiu “não ter encontrado ilegalidade, sobrepreço ou dano ao erário na época”.
DANO MORAL
Na verdade o dano é moral. É um acinte do governador manter negócios privados junto a negócios públicos. Legal mas Imoral é uma condição que não combina com governo nenhum que se diz honesto e que respeita a inteligência da sociedade. Mauro Mendes definitivamente se despede com a marca do governador que teve mais casos de denúncias envolvendo os negócios públicos com negócios privados. A imoralidade das relações entre público e privado vai muito além das questões de legalidade que são atestadas pelo Ministério Público. O parecer nas eleições será do cidadão-promotor e a decisão do cidadão-juiz: o voto.



















