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CORRUPÇÃO NA POLÍTICA

Modo Pivetta: acusar Wellington de ser corrupto sem falar o nome dele

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A corrupção em Mato Grosso corrompe até a forma do debate eleitoral. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) colocou a pauta da corrupção na eleição ao governo usando um modo bem particular: a acusação-sem nome. Ele acusa indiretamente o senador Wellington Fagundes (PL) de ser corrupto, de pedir 30% de volta para cada emenda dele e ter usado e abusado de tráfico de influência no DNIT. “Vocês todos conhecem”, diz Otaviano ao se referir a Wellington sem citar o nome dele. Este modo é tratado por parte da mídia como “recado”. O “recado” é, na verdade, uma forma de denúncia sem a devida responsabilidade de citar o nome do adversário chamado de corrupto.

Em matéria dos jornalistas Giordano Tomaselli e Vitória Gomes, do site MidiaNews, o governador Otaviano Pivetta reafirma tudo o que falou no seu polêmico discurso para os prefeitos de Mato Grosso, sobre os políticos, no plural, que usaram do DNIT e que havia parlamentares, no plural, que pediam 30% de volta.

À ESPERA DE INTERPELAÇÃO

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“Se for interpelado, sou responsável, sobre tudo que falo. Então tenho falado, como é normal na posição que exerço”, disse o governador. Não é normal: a) normal é acusar citando nomes, apresentando provas, documentos, sem esperar ser interpelado na Justiça. Este é o modo correto, em acordo com o cargo que ocupa e b) em óbvio, a acusação genérica é absolutamente eleitoral, de quem disputa a reeleição ao governo contra um adversário, o senador Wellington Fagundes, que hoje lidera todas as pesquisas.

O NOME DO CORRUPTO

Restam duas questões sobre o modo Pivetta de fazer campanha chamando o adversário de corrupto-sem citar nome:

1) O senador Wellington vai interpelar Pivetta para que dê o nome do político corrupto que pede 30% de volta e usou o DNIT nos seus esquemas de corrupção? Se interpelar a) veste a carapuça lançada por Pivetta, se  não interpelar b) deixará o caminho livre para o governador Otaviano Pivetta continuar a fazer a campanha eleitoral acusando-o sem citar o nome dele. Uma possibilidade seria terceirizar essa interpelação na Justiça.

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2) A acusação, indireta, feita por “recados”, do uso do DNIT por Wellington Fagundes, coloca no centro da denúncia genérica familiares do deputado federal Fábio Garcia (União), o Fabinho. Esta relação, Fagundes/Família Garcia, foi analisada pelo jornalista Antero Paes de Barros em seu comentário recente.

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