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AÇÃO CONJUNTA5

Operação contra garimpo ilegal destrói máquinas e desmonta acampamentos em terra indígena em MT

Ofensiva federal na TI Sararé já soma prejuízo de mais de R$ 42 milhões e não tem prazo para terminar

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Foto: Diego Campos | Secom PR

Equipes do governo federal intensificaram, nas últimas semanas, a retirada de garimpeiros ilegais da Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, com a destruição de maquinário, desmonte de acampamentos e inutilização de equipamentos usados na atividade.

Entre os dias 4 e 11 de abril, foram realizadas 144 ações no território, segundo balanço oficial. No período, duas máquinas de grande porte, escavadeiras hidráulicas avaliadas em cerca de R$ 1 milhão cada, foram destruídas. Também foram inutilizados 102 motores, 36 geradores e 17 equipamentos leves.

As operações incluíram ainda a eliminação de insumos e estruturas associadas ao garimpo. Foram destruídos 42 acampamentos, além de 4.950 litros de óleo diesel, 14 mil litros adicionais de diesel, 150 litros de gasolina, 490 metros de mangueiras de sucção e 40 quilos de explosivos.

De acordo com o governo, o prejuízo estimado apenas nesse período chega a R$ 16,4 milhões. Considerando as três primeiras semanas da ofensiva, iniciada em 24 de março, o impacto financeiro supera R$ 42 milhões.

Coordenador da operação, Nilton Tubino afirmou que a ação não tem prazo para ser concluída. Segundo ele, a meta é retirar integralmente os invasores e interromper a atividade ilegal na área. “O objetivo é devolver o território ao povo originário que tem seu usufruto”, disse.

Desde o início da operação, já foram inutilizados mais de 290 motores, 125 geradores e 14 escavadeiras, de acordo com o balanço apresentado pelo governo.

A Terra Indígena Sararé abriga cerca de 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuídos em sete aldeias. O território se estende por áreas dos municípios de Conquista D’Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade.

Com aproximadamente 67 mil hectares, a área já teve cerca de 4.200 hectares impactados pelo garimpo ilegal, conforme dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão vinculado ao Ministério da Defesa.

A operação reúne diferentes órgãos federais, entre eles o Ministério dos Povos Indígenas, a Funai, o Ibama, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional.

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