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ENTREGA X ENTREGUISMO

Pivetta tenta se diferenciar da extrema direita que “não entrega resultados”

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(Foto: Reprodução)

A extrema direita bolsonarista e a direita assumem em Mato Grosso discursos próximos, mas absolutamente conflitantes na essência dos fatos. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), trataram do mesmo assunto: a direita entregaria resultados, não fica só no blábláblá ideológico. Mas ao se posicionar como a “direita que faz”, Pivetta se contrapõem à extrema direita bolsonarista, como o mau exemplo de quem fala muito e não faz nada. Certamente as pesquisas qualitativas feitas mostram que a principal crítica aos políticos bolsonaristas é que eles têm pouca ação e muita falação. O governador tenta se afastar desta avaliação negativa do eleitorado. Vamos às declarações de cada figura pública, da direita e da extrema direita.

ABILIO DIZ QUE BOLSONARO ENTREGOU “RESULTADOS”

Seria cômico se não fosse trágico, Abilio, chamado pelos adversários de prefeito TikTok, diz que a sua “direita” (o bolsonarismo é extrema direita, mas não se assume quanto a sua posição no espectro político-ideológico) se define pela entrega de resultados concretos. É essa mesma figura pública que passa o dia ocupado apenas com o debate ideológico nas redes sociais que agora quer falar de “entregas”?

O pior é que Abilio Brunini, líder da extrema direita bolsonarista, citou o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de estado, como “exemplo” desse modelo. Genericamente, o prefeito de Cuiabá citou “algumas pontes” em Mato Grosso como obras de Bolsonaro no estado. Em óbvio, nenhuma palavra sobre a trajetória do ex-presidente que ocupou seu tempo em passeios de jet-ski, liderar motociatas, fazer propaganda de cloroquina e de debochar dos brasileiros vítimas da Covid, imitando uma vítima da doença com falta de ar.

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PIVETTA DIZ QUE NÃO É DA “DIREITA BLÁBLÁBLÁ”

Otaviano Pivetta tentou riscar o chão para se diferenciar da extrema direita de muita falação e pouca ação. Ele afirmou que a direita dele se define pela entrega de resultados. Sem modéstia, o governador o classificou e o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) como a “direita de resultados” na gestão pública e que defende as pautas do grupo político, conforme registro dos jornalistas Cíntia Borges e Jonas da Silva, do site Midianews.

“Minha história de homem público mostra claramente que eu sou a direita de resultados. O Mauro Mendes é a direita de resultados. É isso, simples assim”, disse à imprensa. Pouco afeito ao diálogo democrático, Otaviano Pivetta acredita que basta emitir a sua opinião para encerrar uma conversa ou um debate. Nada se encerra quando diz “é isso”, governador. A campanha eleitoral vai exigir que ele, candidato à reeleição ao governo, explique onde estão os tais resultados na série de escândalos que envolvem a gestão de Mauro Mendes, da qual foi vice-governador.

Otaviano Pivetta ainda tentou ser simpático ao bolsonarismo. O governador afirmou que não se especializou em ser direita radical (extrema direita bolsonarista) no jeito de agir e nem estar nos holofotes.” Eu tenho uma boa relação com todo o pessoal dessa nova direita (extrema direita bolsonarista). Muito provavelmente eu sou um deles, só que eu nunca me especializei nisso”, comparou. Só faltou paixão pelos holofotes e especialização em radicalização para Pivetta “ser um deles”?

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“ENTREGUISMO” DE FLÁVIO BOLSONARO

Otaviano e Abilio, por razões diversas, estarão unidos no palanque do candidato a presidente da extrema direita bolsonarista, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Será interessante ver o esforço para emplacar este discurso de “entregas” na defesa de Flávio Bolsonaro, que fez um mandato pífio de Senador da República, com muito blábláblá ideológico para capturar o eleitorado conservador e poucos resultados concretos.

De fato, a “entrega” que Flávio Bolsonaro pode ostentar nesta eleição é a favor de Trump e dos interesses dos Estados Unidos. Durante sua participação, no último mês de março, na CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora) no Texas, Flávio Bolsonaro — que se apresenta como pré-candidato à Presidência — afirmou que “o Brasil é a solução para que os Estados Unidos quebrem a dependência da China em minerais críticos”. Para os brasileiros essa fala é uma “entrega” dos interesses do Brasil aos interesses dos Estados Unidos.

Para os críticos a fala é uma marca de “entreguismo” da família Bolsonaro. Eles argumentam que o senador Flávio Bolsonaro ofereceu as riquezas nacionais como “moeda de troca” por apoio político internacional, o que fere a soberania nacional.

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