
O Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), impondo uma derrota ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em votação secreta nesta quarta-feira (29.04), 42 senadores votaram contra e 34 a favor, abaixo dos 41 apoios necessários para a aprovação.
A decisão ocorre em meio a um ambiente de tensão entre o Congresso e o governo federal, além de críticas recorrentes ao Judiciário. Antes de ir ao plenário, Messias passou por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde foi aprovado por 16 votos a 11, em um dos placares mais apertados desde a redemocratização. Durante o processo, ele buscou apoio entre parlamentares conservadores, destacando sua atuação técnica e identidade evangélica.
Nos bastidores, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, atuou para dificultar a aprovação. Aliados atribuem a ele a articulação que consolidou votos contrários, em meio à preferência por outros nomes para a vaga, como o do senador Rodrigo Pacheco.
Esta é a primeira vez, desde o fim do século XIX, que o Senado barra a indicação de um presidente da República ao STF. O resultado amplia o desgaste entre Executivo e Legislativo e evidencia a necessidade de maior articulação política do governo para futuras indicações.





















