O prefeito Abilio Brunini (PL) reclamou de “pressões” que vem sofrendo e de problemas que envolvem o Governo do Estado, o Poder Judiciário e até os servidores públicos por problemas da Saúde no município. “A gestão é nossa, a gestão é da secretária de Saúde, a gestão tem apoio da equipe de apoio e monitoramento, temos apoio do Ministério Público, apoio do Poder Judiciário, se é apoio é apoio naquilo que precisamos ou então é determinação, ou então é intervenção ou então é ingerência”, afirmou Brunini durante audiência pública na quarta-feira (13.05) para discutir execução orçamentária na Câmara de Cuiabá.
Abilio ironizou a intervenção na Saúde de Cuiabá afirmando que gostaria que houvesse uma nova intervenção judicial e do governo estadual no município, pois seria uma forma de receber mais recursos.
“Se qualquer coisa que a gente tenta fazer se comenta pela cidade que vai ter uma intervenção, ou seja, tomara que tenha, tomara que tenha uma intervenção porque na intervenção o estado gastou mais com o município de Cuiabá. Quando tem uma intervenção parece que o Estado ajuda”, argumentou Brunini.
O prefeito reclamou da atuação do governo do Estado, que controla a regulação dos leitos em Cuiabá. Este controle, segundo o prefeito, aumenta a quantidade de pessoas de fora de Cuiabá nos leitos de unidades de saúde que são da prefeitura de Cuiabá.
Brunini também fez críticas aos servidores públicos. Ele afirmou que é alvo de “representações” sempre que critica médicos, enfermeiros e dentistas que trabalham no município. “O que eu vejo hoje é servidor lá na ponta não atendendo bem e falando: a culpa é do Abilio. Não atendendo bem e falando ‘a culpa do Abilio'”, declarou.
O prefeito também criticou o Poder Judiciário, com determinações para investimentos específicos no município. “Quase tudo na prefeitura é judicializado, mas cadê o dinheiro do investimento? A justiça vem lá e fala: você tem que gastar dinheiro com população de rua, você tem que gastar dinheiro com lar de idosos, obrigação de fazer isso, obrigação de fazer aquilo…”, reclamou o prefeito.























