No comentário Preto no Branco desta quinta-feira (14.05), o jornalista Antero Paes de Barros traçou um paralelo entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), no que chamou de uma espécie de “doutrina” para justificar movimentações financeiras sob suspeita.
Antero relembrou o episódio em que R$ 308 milhões saíram dos cofres públicos de Mato Grosso (via Oi) para fundos privados que, posteriormente, teriam beneficiado parentes e amigos de Mauro Mendes. Na época, a defesa de Mendes sustentou que, uma vez que o recurso sai do cofre público e entra em um fundo privado, ele perde o caráter público, eximindo o gestor de responsabilidades sobre seu destino final.
Segundo o jornalista, Flávio Bolsonaro parece ter aprendido a lição. Ao ser questionado sobre o pedido de R$ 134 milhões feito ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador utilizou argumento semelhante: de que se tratava de “dinheiro privado”.
“Bolsomaster”
O jornalista rebateu a tese do senador, destacando que o Banco Master teria causado um prejuízo superior a R$ 68 bilhões à nação, o que justificaria a prisão de Vorcaro. “Se fosse só dinheiro dele [Vorcaro], ele não estaria na cadeia”, pontuou Antero, classificando o escândalo como “Bolsomaster” — uma fusão entre o bolsonarismo e a instituição financeira.
Ao final, Antero Paes de Barros direcionou sua fala aos líderes políticos de Mato Grosso que buscam proximidade com o clã Bolsonaro. O jornalista questionou se figuras como o ex-governador Mauro Mendes, Otaviano Pivetta, Nilson Leitão, Wellington Fagundes e outros “vão continuar disputando a presença de Flávio Bolsonaro” diante das graves revelações.
Confira no vídeo abaixo:






















