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“GESTOR SEM ALMA”

Mauro de 2018 tem um ajuste de contas com o servidor público nesta eleição de 2026

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O ex-governador Mauro Mendes (União) deixou o governo com uma marca pessoal de pouca estima: a de um “gestor sem alma”, criticado pela maioria dos servidores. Deixou atrás de si um passivo de mágoas e queixas dos servidores: 1) a não quitação do pagamento da RGA e 2) fez a reforma da previdência mais dura da história de Mato Grosso. Mendes aumentou a alíquota de contribuição dos servidores para 14% e passou a taxar aposentados e pensionistas que ganhavam acima de um salário-mínimo. Um “gestor sem alma” que, segundo os sindicatos e a oposição, fez o ajuste do estado às custas do servidor.

Os pré-candidatos a governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Natasha Slhessarenko (PSD) estão fazendo agora suas promessas aos servidores públicos. A pergunta que precisa ser feita não é sobre o quê prometem. O servidor precisa olhar atento para quem promete e o como pretende cumprir o que prometeu. Direto ao ponto: quem promete igual a Mauro Mendes prometeu em 2018 e como ele desfez da palavra dada? Ele conquistou o voto do servidor em 2018 e depois fez o que fez com a frieza do seu perfil. Fez ajuste fiscal do estado às custas dos servidores, com o congelamento da RGA e passou a taxar aposentados e pensionistas que ganhavam acima de um salário-mínimo.

As promessas de Mendes. Nas eleições de 2018, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos de Mato Grosso era um dos temas centrais do debate político. O funcionalismo enfrentava um período de forte desgaste com a gestão do então governador Pedro Taques, marcado por salários escalonados, atrasos e o não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA). Mauro (então no DEM) estruturou suas promessas com base em dois pilares: a promessa de organizar a máquina pública e o compromisso de resgatar o respeito e a previsibilidade para o trabalhador do estado.

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Ele evitou prometer um pagamento imediato da Revisão Geral Anual (RGA) — sob a justificativa de que precisaria primeiro auditar as contas reais do Estado —, mas como candidato firmou o compromisso de cumprir rigorosamente a Constituição e as leis vigentes. Ele prometeu abrir canais de diálogo técnico e transparente com o Fórum Sindical para aplicar as reposições inflacionárias assim que o Estado saísse do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). 

Entre intenção e gesto, o servidor público de Mato Grosso conhece o resto da história. O então governador eleito decretou estado de calamidade financeira e enviou à Assembleia Legislativa um duro pacote de medidas (conhecido como “Pacto por Mato Grosso” ou Reforma Administrativa). Isso resultou em embates intensos com os sindicatos nos anos seguintes devido ao congelamento temporário de despesas e mudanças na previdência estadual.

Na campanha, Mendes fez um discurso cirúrgico para evitar um compromisso maior com os servidores. Ele dizia que pagaria a RGA “dentro da legalidade”. Ao assumir, a equipe econômica argumentou que as leis de responsabilidade fiscal proibiam o reajuste. Isso levou a anos de congelamento e a uma longa batalha judicial e política com o Fórum Sindical. Embora o governo tenha voltado a pagar reposições e concedido reajustes lineares expressivos mais à frente (quando o caixa sobrou), as perdas retroativas do período de crise nunca foram integralmente recuperadas na visão dos sindicatos.

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Outro ponto que marcou a imagem pública de Mauro Mendes como um “gestor sem alma” foi a Reforma da Previdência Estadual (Mato Grosso Previdência). Embora não estivesse detalhada com essa dureza durante a sua campanha eleitoral, a reforma previdenciária estadual aprovada em 2020 aumentou a alíquota de contribuição dos servidores para 14% e passou a taxar aposentados e pensionistas que ganhavam acima de um salário-mínimo (regra que depois sofreu flexibilizações após forte pressão popular). Para o servidor público, isso foi visto como uma quebra direta da promessa de “valorização”.

As perguntas que não querem calar, ocupando o exame dos servidores públicos para avaliar em quem votarão agora em 2026. 1) Entre Otaviano Pivetta, Wellington Fagundes e Natasha Slhessarenko, qual deles está mais cotado para dar continuidade ao perfil do “gestor sem alma” de Mauro Mendes? 2) Qual dos três periga ser o candidato que promete e não cumpre?

 

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