Pesquisar
Close this search box.
FRAUDES

Golpes imobiliários avançam em MT e ocorrem a cada 31 minutos

Crescimento do estelionato no estado impulsiona fraudes com falsos proprietários, imóveis inexistentes e vendas duplicadas; plataforma oficial permite checar situação do bem

Publicidade

Os golpes envolvendo compra, venda e aluguel de imóveis têm avançado em Mato Grosso, acompanhando a alta dos casos de estelionato no estado. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, são cerca de 17 mil ocorrências por ano, o equivalente a um registro a cada 31 minutos, com aumento de 316% desde 2018.

As fraudes mais comuns incluem venda por falsos proprietários, oferta de imóveis inexistentes ou que não estão à venda, negociação do mesmo bem com mais de um comprador e ocultação de dívidas ou restrições legais que impedem a transferência.

Casos recentes evidenciam o alcance dessas práticas. Investigações policiais já levaram à autuação de falsos corretores e à desarticulação de uma quadrilha que atuava em seis estados, com prejuízo estimado em R$ 12 milhões. Em muitos episódios, as vítimas só identificam o golpe ao tentar formalizar a escritura ou registrar o imóvel.

Cartórios de registro de imóveis apontam que a falta de verificação em bases oficiais é o principal fator de risco nas negociações. Anúncios online, contratos particulares e documentos apresentados por vendedores podem ser falsificados.

Leia Também:  Comércio em Cuiabá poderá funcionar no feriado de Corpus Christi

Para reduzir esse tipo de fraude, está disponível a plataforma RI Digital, que reúne dados de mais de 2,1 milhões de propriedades em Mato Grosso e permite consultar o proprietário, a situação jurídica do imóvel e eventuais impedimentos à venda.

Por meio do sistema, é possível solicitar a certidão digital da matrícula, documento que reúne o histórico do imóvel e indica pendências como penhoras, dívidas ou bloqueios judiciais.

De acordo com a Associação dos Notários e Registradores do Estado de Mato Grosso (Anoreg-MT), a consulta prévia é a principal medida de proteção. A orientação é verificar a matrícula atualizada antes de qualquer pagamento e confirmar se o imóvel está, de fato, em nome do vendedor e livre para negociação.

Caso o comprador não tenha o número da matrícula, também é possível localizar imóveis vinculados ao CPF ou CNPJ do suposto proprietário. A recomendação é só avançar na negociação após a checagem completa dos dados em canais oficiais.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

Publicidade

Publicidade

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com o Deputado Estadual Wilson Santos

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com Valdinei Mauro de Souza