O jornalista Antero Paes de Barros subiu o tom contra a gestão do ex-governador Mauro Mendes e do ex-secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo. Antero classificou o desaparecimento de 200 terabytes (TB) de dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) como uma “queima de arquivo” deliberada para obstruir os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde na Assembleia Legislativa.
O jornalista baseou sua análise em reportagem do portal PNB Online, que revelou que um suposto ataque hacker destruiu arquivos digitais que equivaleriam, em termos físicos, a cerca de 100 bilhões de páginas de documentos.
O ponto central da denúncia de Antero gira em torno da dispensa de proteção digital por parte da SES-MT. Segundo o jornalista, a Empresa de Tecnologia da Informação do Estado de Mato Grosso (MTI), responsável pela segurança cibernética do governo, tinha contratos com as pastas estaduais, mas a Secretaria de Saúde teria optado por não executar ou dispensar o serviço de proteção da MTI “às vésperas da CPI”.
“O hacker que entrou lá, todas as suspeitas levam a crer que conhecia as intimidades da Secretaria de Saúde”, afirmou o analista político, sugerindo que a invasão foi facilitada de forma interna. “Isso é queima de arquivo, é queima de roubalheira. Isso é um crime de tentar ocultar da Justiça as provas da enorme corrupção que existe nesse governo”, disse Antero no comentário Preto no Branco, defendendo ainda que a Polícia Federal investigue a situação.
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