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FAMÍLIA BOLSONARO ACIMA DE TUDO E TODOS

Flávio promete que se for eleito o pai Jair vai mandar também no governo

O jogo da família Bolsonaro é claro: cuida só dos seus interesses pessoais. O resto que se exploda. A promessa da instalação de uma Familiocracia no Palácio do Planalto é uma ameaça à sociedade. É a prova cabal de que Jair, Flávio, Eduardo e Carlos cuidam mesmo é de si. Só os eleitores bolsonaristas raiz engolem essa ideia do poder total aos Bolsonaros, uma família que se acha acima de tudo e de todos.

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O diabo está sentado em cima dos detalhes. Uma recente afirmação do senador Flávio Bolsonaro (PL) merece um exame atento: a promessa de que se for eleito, o governo brasileiro será uma familiocracia do Clã Bolsonaro. Ou seja, é uma declaração que coloca os brasileiros em alerta. Um Bolsonaro sozinho já fez muito estrago, imagine agora todos juntos, Flávio, Jair, Eduardo e Carlos mandando no governo. O Brasil não aguenta.

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro afirmou recentemente em entrevista à CNN Brasil que, caso seja eleito, seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, “terá o cargo que desejar em seu governo”. Egoístas militantes, Flávio prometeu ainda cuidar de libertar o ex-presidente preso por tentativa de golpe de estado. Ele pretende trabalhar pela anistia do pai para que ele possa “subir a rampa do Planalto”. 

JAIR, A “BÚSSOLA MORAL” DE FLÁVIO

Cargo de livre escolha: Flávio ressaltou que Jair Bolsonaro sempre será seu “norte” e “bússola” e que o ex-presidente terá “carta branca para exercer a função que quiser na gestão”. 

Aconselhamento e Experiência: Ele destacou o “faro político” e a experiência do pai, afirmando que fará de tudo para tê-lo como seu principal conselheiro. 

Defesa de Anistia: Para garantir a participação do ex-presidente, Flávio prometeu se empenhar politicamente para aprovar uma anistia ampla, geral e irrestrita. 

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O jogo da família Bolsonaro é claro: primeiro os interesses pessoais, depois se vê o resto. A promessa da instalação de uma Familiocracia no Palácio do Planalto é a prova cabal de que os Bolsonaros só cuidam de si. O resto é o resto. Os aliados servem apenas se estiverem submissos, atendendo às suas ordens e caprichos. Só os eleitores bolsonaristas raiz engolem essa ideia do poder total aos Bolsonaros, uma família acima de tudo e de todos.

FAMILIOCRACIA

A presença de clãs familiares na política não é apenas uma questão de “preferência do eleitorado”; ela distorce as regras do jogo democrático. Os principais prejuízos incluem:

  1. Asfixia da Pluralidade e Renovação Política

A democracia pressupõe uma competição justa e a circulação de elites. Quando estruturas familiares dominam os partidos e os espaços de poder, novas lideranças, movimentos sociais e vozes dissidentes são sufocados. O espaço público deixa de ser um ambiente de debate de ideias e passa a ser uma arena de preservação patrimonial.

  1. Confusão entre o Público e o Privado (Patrimonialismo)

A familiocracia caminha lado a lado com o patrimonialismo — o hábito de tratar a máquina pública e os recursos do Estado como se fossem bens privados da família. Isso enfraquece a impessoalidade administrativa e transforma políticas de Estado em “favores” ou “presentes” do clã governante para a população, alimentando o voto de cabresto moderno.

  1. Fragilização dos Mecanismos de Fiscalização (Checks and Balances)
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Em um sistema democrático saudável, os poderes devem se fiscalizar mutuamente. Contudo, se o prefeito de uma cidade, o presidente da câmara de vereadores e o deputado estadual da região pertencem ao mesmo núcleo familiar, os freios e contrapesos colapsam. A fiscalização é substituída pelo pacto de autoproteção familiar.

  1. Captura de Partidos Políticos

Muitas legendas partidárias funcionam, na prática, como “empresas familiares” ou cartórios de propriedade de um sobrenome. Quem decide as candidaturas, a distribuição de verbas e os rumos da sigla não são os filiados de forma democrática, mas sim a liderança patriarcal ou matriarcal do clã.

  1. Erosão da Confiança Institucional

Ao perceber que o poder político é um privilégio hereditário inacessível ao cidadão comum, a sociedade tende ao cinismo político e à apatia. A ideia de representação democrática perde o sentido, gerando a percepção de que “nada muda” e enfraquecendo o apoio popular à própria sobrevivência da democracia. O prejuízo democrático não está no indivíduo em si, mas sim na blindagem estrutural que o sobrenome cria, impedindo que o mérito, o debate público e a igualdade de condições prevaleçam nas urnas.

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