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Quase metade da população no centro-oeste teme redução de empregos por conta das IAs

Pesquisa Observatório Febraban mostra que maioria se preocupa com a falta de oportunidades provocadas pelo avanço da inteligência artificial.

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Quase metade das pessoas no Centro-Oeste têm receio de a inteligência artificial reduzir empregos ou oportunidades. De acordo com a última Pesquisa Observatório Febraban, realizada pelo Ipespe no mês passado, 49% da população na região acredita que a IA é uma ameaça no campo profissional. O índice fica abaixo do registrado nas regiões Sudeste (55%), Norte (51%) e Nordeste, onde esse percentual foi de 50%; no Sul, atingiu 37%.

Ainda segundo o levantamento, no Centro-Oeste, em contrapartida, 30% dos entrevistados acham que a IA terá pouco impacto no trabalho; outros 29% acreditam que ela trará riscos e oportunidades na mesma medida ao mercado profissional, enquanto 20% apostam em mais oportunidades do que riscos.

Os dados inéditos da 19ª edição da pesquisa trazem um panorama abrangente sobre o grau de conhecimento e familiaridade dos brasileiros com a inteligência artificial.

No recorte referente ao Centro-Oeste, 89% das pessoas disseram já ter ouvido falar de IA, em um nível pouco abaixo da média nacional (92%); os que afirmaram conhecer bem a ferramenta na região somam 28%, enquanto 64% relatam que já tiveram com certeza algum contato com a tecnologia. Os que disseram já ter utilizado a IA chegam a 54%. Os que não a utilizam alegam principalmente a preocupação com privacidade ou uso de dados (20%) ou não enxergam utilidade na ferramenta (19%).

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Entre os principais usos mencionados, o campeão é a busca de informações e esclarecimento de dúvidas (61%), seguida de longe pela criação de vídeos e imagens (17%) e ajuda no trabalho (13%). A principal vantagem esperada com a IA é o aprendizado de coisas novas (46%), seguido do ganho de tempo (41%).

“A pesquisa traz um cenário compatível com o estágio atual do debate no país. Ainda estamos discutindo um marco legal específico para a inteligência artificial, e órgãos como a ANPD, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, vêm testando instrumentos regulatórios voltados à IA e à proteção de dados”, ressalta o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE.

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