O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que foi eleito como um político autodeclarado contra a corrupção, defendeu nesta quinta-feira (07) dois aliados seus que foram alvos da Operação Heritage, da Polícia Federal, por conta de um suposto esquema de desvio de R$ 308 milhões.
Brunini afirmou, em entrevista à imprensa, que a operação da PF não deveria ter sido realizada nas vésperas da disputa eleitoral e insinuou que políticos locais sabiam da investigação.
“A irmã do Júlio Campos gravou um áudio falando que dia 5 não passa, o Jayme deu entrevista falando que a PF bateria na porta das pessoas, então acho que é difícil uma operação, com data marcada, informando os agentes políticos quando vai acontecer, ainda mais um dia depois das convenções partidárias”, afirmou Abilio Brunini.
O prefeito fez referência aos mesmos argumentos utilizados por Mauro Mendes e por Fábio Garcia, em vídeos publicados nas redes sociais, para tentar desqualificar as investigações.
“Havia necessidade de ir na casa do Mauro, agora? Pegar o computador e o passaporte? Ele é candidato ao Senado, pô, ele vai fugir? Vai fugir do que? Desculpe, eu acho que acabou virando um cartão de vacina do Bolsonaro, acho que prejudica todo o processo”, afirmou.
Mendes e Fábio adotaram uma estratégia em que insinuam que as investigações teriam sido realizadas tão somente em razão de políticos como Janaina Riva (MDB), Pedro Taques (PSB) e Jayme Campos (União), que é do mesmo partido dos dois alvos.
Apesar das alegações, o escândalo da Oi é conhecido da população mato-grossense e dos políticos locais desde maio de 2025, após reportagem do PNB Online que revelou o esquema. Neste período, diversos políticos comentaram sobre as investigações de forma direta ou indiretamente, muitos deles sugerindo que poderiam existir investigações, a partir de Brasília, para apurar o esquema.






















