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ARTIGO

Uma ponte logística entre os muitos Brasis

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Uma empresa pode ter um bom produto, preço competitivo e compradores interessados a milhares de quilômetros de distância. Ainda assim, para que essa oportunidade se transforme em negócio, precisa responder a uma pergunta decisiva: como fazer a mercadoria chegar ao destino em condições que viabilizem a venda? Em um país com as dimensões do Brasil, essa resposta influencia até onde um empreendimento consegue crescer.

A expressão “do Oiapoque ao Chuí” traduz nossa percepção de um território imenso, formado por realidades econômicas, distâncias e necessidades distintas. Conectar esses muitos Brasis exige conhecer as particularidades de cada região e organizar uma operação capaz de aproximar fornecedores, comerciantes, indústrias e consumidores. É nesse trabalho cotidiano que a logística participa do desenvolvimento do país.

O avanço do comércio eletrônico evidencia a dimensão dessa responsabilidade. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as vendas on-line com emissão de notas fiscais movimentaram R$ 225 bilhões em 2024, crescimento de 14,6% em relação ao ano anterior. Entre as micro e pequenas empresas, os valores passaram de R$ 5 bilhões em 2019 para R$ 67 bilhões em 2024. São negócios que encontram na internet a possibilidade de ampliar seu público e que precisam de uma estrutura de distribuição para concretizar essa expansão.

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A vitrine digital permite apresentar um produto a compradores de outras regiões. A entrega, por sua vez, depende de planejamento, frequência de atendimento, capacidade operacional e conhecimento do destino. Por isso, defendo que a logística participe das decisões comerciais desde o início. Ao escolher onde vender, uma empresa também precisa avaliar como abastecer esse mercado e manter o relacionamento com seus clientes.

Essa discussão ganha relevância quando olhamos para os negócios localizados fora dos grandes centros. Uma indústria do interior precisa receber insumos e distribuir sua produção. Uma loja depende da reposição de mercadorias para atender à demanda. Um pequeno empreendedor pode encontrar, em outro estado, espaço para crescer. Para todos eles, contar com alternativas de transporte amplia as possibilidades de negociação e de acesso a fornecedores e compradores.

A trajetória da Carvalima foi construída nesse ambiente. Nascemos em Tangará da Serra, em Mato Grosso, em 1989, e desenvolvemos nossa atuação a partir das necessidades de quem produz, comercializa e depende do transporte para movimentar seus negócios. Hoje, com cobertura em 80% do Brasil, temos a responsabilidade de transformar essa abrangência em conexões comerciais para nossos clientes.

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O valor dessa presença aparece nas necessidades que conseguimos atender. Na carga fracionada, por exemplo, o compartilhamento do veículo entre diferentes remessas permite atender empresas que não precisam contratar um caminhão exclusivo. Já as operações dedicadas, o transporte aéreo e as soluções para o comércio eletrônico respondem a demandas distintas de volume, urgência e distribuição. A logística reversa também integra esse processo, porque o relacionamento comercial pode exigir o retorno de uma mercadoria.

Cada solução deve considerar a realidade do negócio. Para quem vende, previsibilidade ajuda a organizar estoques e assumir compromissos. Para quem compra, receber a mercadoria conforme o combinado influencia a confiança no fornecedor. A qualidade dessa relação se constrói ao longo de todo o percurso.

O Brasil reúne mercados que podem se aproximar e empresas que têm condições de conquistar novos espaços. Ampliar as conexões entre eles é uma tarefa que exige investimento, escuta e conhecimento regional. É assim que entendemos o papel da Carvalima: viabilizar o fluxo comercial que permite a uma empresa alcançar outros destinos e transformar essas entregas em novas oportunidades de crescimento.

Letícia Rodrigues é diretora Comercial e de Marketing da Carvalima

* A opinião do articulista não reflete necessariamente a opinião do PNB Online

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