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PONTO DE VIRADA

Grandes manifestações pró-Lula reúnem jovens nas ruas e mobilizam a internet

Estudantes realizam grandes manifestações de rua em favor da candidatura do presidente Lula. Nas redes digitais explodiu um grande movimento de engajamento dos fandoms (fã-clubes digitais de artistas da cultura pop e do K-pop). A juventude e a cultura tomaram à frente da mobilização da eleição em clima de virada. A democracia brasileira dá sinais do seu vigor. A barbárie e o extremismo não vão tomar o país assim tão facilmente, se depender da mobilização crescente em favor da candidatura do presidente Lula

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As manifestações de estudantes no Rio de Janeiro e em São Paulo — impulsionadas e coordenadas por entidades tradicionais como a UNE (União Nacional dos Estudantes) e frentes juvenis — representaram um dos pilares da mobilização de rua no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Atos que estimularam as manifestações de estudantes em outras cidades brasileiras, inclusive Cuiabá. São manifestações solenemente ignoradas pela grande mídia nacional, engajada sem nenhuma vergonha na candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), o candidato da extrema direita.

Foto: Reprodução Instagram/Ricardo Stuckert

Esses atos expressaram uma reação rápida do movimento estudantil logo após o encerramento do primeiro turno, desdobrando-se da seguinte forma:

Ocupação das Ruas e Centros Urbanos: Milhares de estudantes tomaram ruas e praças centrais em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro. Os atos uniram gritos de ordem pela defesa da democracia, contra o avanço da oposição conservadora e em prol da virada de votos a favor da candidatura de Lula.

Pautas Centrais do Movimento: Além do apoio explícito ao presidente, as manifestações estudantis trouxeram forte ênfase na defesa das instituições democráticas, no investimento em educação pública e em pautas econômico-sociais de apelo popular, como a mobilização em torno do fim da escala de trabalho 6×1.

Conexão com as Universidades: Houve forte adesão de estudantes de grandes polos acadêmicos e universidades públicas e privadas (como USP, PUC e Mackenzie em São Paulo, além de instituições federais e estaduais no Rio), que organizaram assembleias, panfletagens e atos de rua para dialogar com a sociedade civil e combater a abstenção nas urnas.

FANDOMS PRÓ-LULA

Essa articulação nas ruas do Rio de Janeiro e São Paulo funcionou como um termômetro da retomada da militância estudantil de campo, somando-se à onda de engajamento digital e cultural vista nos fandoms de internet em clima de virada eleitoral a favor do presidente Lula.

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O movimento de engajamento dos fandoms (fã-clubes digitais de artistas da cultura pop e do K-pop) em favor da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva surgiu a partir da convergência entre a forte estrutura de mobilização digital dessas comunidades e a disputa eleitoral, ganhando um impulso massivo e formalizado especialmente no segundo turno das eleições.

A articulação pode ser compreendida através dos seguintes pontos centrais:

Origem Espontânea e Conexão Prévia: As bases de fãs (como os fandoms de Taylor Swift, BTS, Beyoncé, Lady Gaga, BLACKPINK, entre outros) já possuem uma dinâmica própria de alta organização em redes sociais (como o X/Twitter e o Instagram), com divisão de papéis bem estabelecida (analistas de dados, designers, tradutores e moderadores). Esse relacionamento com o atual governo começou a se estreitar meses antes, quando representantes desses fandoms participaram de agendas em Brasília voltadas a pautas de interesse público e do setor de entretenimento — a exemplo de debates e decretos sobre o combate ao cambismo digital e a gratuidade de água em grandes shows.

O Contexto do Segundo Turno e a Abstenção: Com o acirramento da disputa no segundo turno, grandes páginas de fãs e acervos de artistas decidiram direcionar suas estruturas digitais para a campanha eleitoral. O gatilho principal não foi apenas o debate ideológico tradicional, mas a preocupação com a abstenção eleitoral e os votos nulos/brancos, enxergando na defesa da democracia e na redução da abstenção o foco da atuação voluntária.

Abertura de Canais e Formato de Atuação: Vários fã-clubes passaram a publicar mensagens padronizadas colocando suas redes públicas — antes dedicadas exclusivamente ao ecossistema da música e do entretenimento — à disposição da equipe de campanha para compartilhar informações de utilidade pública e combater a desinformação. Foi criado o movimento coletivo “Fandoms Com Lula”, contando com perfis próprios nas redes sociais e cadastros abertos para unificar a atuação dessas comunidades.

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Reconhecimento Político: O movimento ganhou forte repercussão pública e visibilidade nas ruas e na internet (como nas mobilizações na Avenida Paulista e nas hashtags que dominaram os assuntos mais comentados), culminando em agradecimentos diretos por parte de Lula e de figuras da articulação política às comunidades de fãs pela iniciativa de mobilização cívica.

BAD BUNNY

O envolvimento de Bad Bunny (muitas vezes referido de forma abreviada ou carinhosa por fãs) com a campanha de Lula ocorreu por meio da autorização oficial do uso de uma de suas músicas em uma peça publicitária de grande repercussão, além do engajamento direto de sua base de fãs (fandom) na mobilização digital.

A relação se deu através dos seguintes desdobramentos:

Liberação de Música para Campanha de Soberania: A equipe do artista porto-riquenho autorizou a campanha de Lula a utilizar uma versão adaptada da música Lo Que Le Pasó a Hawaii (do álbum Débi Tirar Más Fotos). A faixa foi adaptada para o português e empregada em uma propaganda com narração do ator Wagner Moura focada em discursos de soberania nacional, defesa de recursos naturais e na identidade do povo brasileiro.

Conexão com o Fandom Global e Local: O fã-clubes de Bad Bunny no Brasil (o fandom integrando a articulação coletiva dos “Fandoms Com Lula”) integraram ativamente as redes de mobilização digital. O engajamento utilizou a força de comunidades globais de música pop e urbana para impulsionar o debate político, combater a abstenção e viralizar conteúdos de utilidade pública voltados ao público jovem.

Veja alguns dos vídeos dos Fandoms em apoio à candidatura de Lula:

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