Valter Campanato Arquivo-Agência Brasil

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, réu confesso e condenado pela Justiça a mais de 100 anos e solto pela mesma Justiça, será homenageado por Escola de Samba do Rio de Janeiro no Carnaval 2024. A homenagem representa a vitória do crime. Tem a força simbólica: no Brasil, a corrupção sempre triunfa e acaba em samba.
União Cruzmaltina, escola de samba da Série Prata ligada à torcida do Vasco da Gama, deve divulgar o enredo no domingo (23). É uma vergonha extra para os vascaínos que já sofrem com a gestão do futebol, e um desrespeito à bela história do Vasco no Brasil.
O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral vai ser homenageado no Carnaval de 2024 pela União Cruzmaltina, escola de samba da Série Prata do estado, como informa a CNN.
A homenagem representa a vitória do crime. Tem a força simbólica: no Brasil, a corrupção sempre triunfa e acaba em samba.
A conta da escola nas redes sociais postou, na quarta-feira (19), um vídeo que antecipa o enredo, no qual aparecem obras e medidas realizadas pelo ex-governador – como o trecho do metrô até a Barra da Tijuca, o teleférico do Complexo do Alemão e Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). O anúncio oficial do enredo será feito no domingo (23).
“A construção do enredo sobre o [ex-]governador para 2024 nasce nesse novo modelo”, explicou o presidente da Escola de Samba. “Procuramos o [ex-]governador e tivemos uma reunião por mais de 4 horas. Expliquei o projeto, e ele entendeu que não é para denegrir a sua imagem”, destacou. “A intenção é destacar tudo de bom que ele já criou”, completou.
Silval no Carnaval Cuiabano?
A conferir se o ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, condenado por corrupção, vai merecer a mesma distinção dada ao seu colega de cargo e de ficha criminal. O tema do enredo pode ser inspirado na máxima cínica criada para justificar, na história da política brasileira, a corrupção entre muitos governadores, presidentes ou prefeitos: “rouba mas faz”.
No contraponto de justificativas do campo das críticas à chamada “criminalização da política”, o Brasil celebra a nova onda: a “carnavalização da corrupção”.





















