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Eleição de prefeito e os suplentes de Lúdio, Fabinho, Botelho e Abílio

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Suplentes Lúdio, Abílio, Botelho e Fábio

Edna Sampaio, Nelson Barbudo, Gisela Simona e Gilberto Figueiredo

Quatro candidatos a candidatos mais fortes a prefeito de Cuiabá, na sucessão de Emanuel Pinheiro (MDB), exercem hoje mandatos legislativos: os deputados estaduais Lúdio Cabral (PT) e Eduardo Botelho (União) e os deputados federais Fábio Garcia (União) e Abílio Brunini (PL). Quem vencer a eleição vai abrir, automaticamente, a vaga de titular do restante do mandato legislativo, dois anos, para o seu respectivo suplente.

 

Ou seja, os eleitores cuiabanos tem que levar em conta esse “fator suplente”:

 

Lúdio prefeito: quem assume a vaga de deputada estadual é a atual vereadora cuiabana Edna Sampaio. 

Fabinho prefeito: quem assume a vaga de deputada federal é a diretora do Procon, Gisela Simona.  

Botelho prefeito: quem assume a vaga de deputado estadual é o atual secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.

Abílio prefeito: quem assume a vaga de deputado federal é o ex-deputado Nelson Barbudo.

 

A seguir um breve panorama do quadro político entre titulares e suplentes:

 

Lúdio/Edna: o desafio de sempre para Lúdio é reunir o apoio interno, a preferência da maioria das correntes e coletivos do PT, em especial a corrente que manda por ter mais votos: Construindo um Novo Brasil (CNB). Outro desafio é construir, a exemplo de Lula em 2022, uma frente democrática já a partir do primeiro turno. Lúdio tem a seu favor uma boa aceitação de uma parte do eleitorado mais conservador. A suplente, vereadora Edna Sampaio, enfrenta uma investigação na Câmara Municipal de acusação de prática de rachadinha. Existe uma corrente entre juristas que diz que ela pode ser cassada na Câmara e ainda assim assumir a vaga de deputada estadual no caso da eleição de Lúdio à prefeitura.  

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Fabinho/Gisela: o deputado federal Fábio Garcia é o candidato do coração do governador Mauro Mendes. Como parlamentar tem feito um trabalho político competente na defesa dos interesses de Mato Grosso, por exemplo, nos casos da Reforma Tributária e da obra da Ferrogrão. Contra si tem o rumor de chegar na hora e desistir da candidatura. Outro problema é o União empurrar a definição do nome do seu candidato para a última hora em 2024. A suplente de Fabinho é a advogada Gisela Simona, atual secretária-adjunta do Procon. Ela foi candidata a prefeita em 2020, eleição na qual ficou marcada pelo ataque machista que sofreu no primeiro turno do seu adversário, Abílio e sua famosa frase “boa candidata, apesar de ser mulher”. No segundo turno, apesar do ataque, declarou apoio ao próprio Abílio. Depois disso, Gisela em retrospecto fez uma afirmação polêmica: disse que apoiou Abílio mesmo sabendo que ele não serviria para ser prefeito. Ela não se arrepende deste apoio torto.  

 

Botelho/Gilberto: o deputado estadual Eduardo Botelho, atual presidente da Assembleia Legislativa, em entrevista na Rádio Cultura, garantiu que está trabalhando pela sua candidatura a prefeito e que não desistirá desta indicação por conta de alguma composição política para favorecer a candidatura do seu adversário interno do União, Fábio Garcia. Botelho tem o apoio de muitos colegas deputados estaduais e tem recebido sinais de apoio de outros partidos. O suplente de Botelho, Gilberto Figueiredo está na situação mais confortável em relação aos suplentes de Lúdio, Fabinho e Abílio: é homem de confiança do governador Mauro Mendes, ocupa a poderosa secretaria de Saúde de Mato Grosso e, por conta disso, não é o principal torcedor de Botelho prefeito. Gilberto não depende de Botelho: pode voltar a ocupar a vaga de deputado estadual, mesmo que provisoriamente, em outra composição. 

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Abílio/Barbudo: o deputado federal Abílio Brunini deu uma demonstração pública que aprendeu com seus próprios erros em 2020, valendo lembrar a série histórica: atacou a condição de mulher da sua adversária Gisela Simona; desprezou o apoio do governador Mauro Mendes; desprezou o apoio de deputados estaduais, e atacou a mídia e os jornalistas, entre outros tiros no pé. Nos bastidores enfrenta o rumor de que poderá ser rifado pelo senador reeleito Wellington Fagundes, o maior líder do PL no estado, que apoiaria a candidatura de Fabinho de olho na sucessão ao governo em 2026. Abílio é o nome mais forte do bolsonarismo em Cuiabá, aparece sempre muito bem situado nas pesquisas e já colocou duas discussões importantes para a cidade: mobilidade urbana, a partir da construção do BRT, e a saúde pública na pós-intervenção. O suplente Nelson Barbudo é um fenômeno ao avesso de Abílio: de deputado federal mais votado em 2018 a derrotado em 2022. Bolsonarista raiz, no caso de Abílio eleito prefeito, Barbudo e seu chapéu continuarão a representar o discurso da direita radical na bancada de Mato Grosso na Câmara dos Deputados.  

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