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Alvo de operação, Antenor tem R$ 15 mi em propriedades rurais bloqueados

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Michel Alvim

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), obteve parecer favorável do Ministério Público e a Justiça estadual determinou o bloqueio de bens e valores, no valor de R$ 15.447.745,12, de indiciados na Operação Sinal Vermelho, deflagrada em maio deste ano. A informação foi divulgada no final da tarde desta quarta-feira (07.07).

 

De acordo com as informações da Polícia Civil, a ordem judicial foi expedida pela juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Ana Cristina Silva Mendes, determinando o bloqueio, após a conclusão do inquérito policial. O valor bloqueado representa a totalidade do contrato celebrado pela Prefeitura de Cuiabá para a aquisição dos ‘semáforos inteligentes’.

 

Durante o levantamento patrimonial, os investigadores da Deccor localizaram propriedades rurais (fazendas), aparentemente pertencentes ao ex-secretário de Mobilidade Urbana da Capital, Antenor Figueiredo, mas que estariam em nome do filho do investigado com o objetivo de maquiar a verdadeira propriedade dos imóveis.

 

Com base nas informações apuradas, o Poder Judiciário determinou o sequestro das áreas rurais, como forma de ressarcimento ao erário, além do bloqueio de valores em contas-correntes, com a preservação do patrimônio apto a futuro ressarcimento ao erário.

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O inquérito da Operação Sinal Vermelho foi concluído pela Polícia Civil e o processo criminal está em tramitação, o que motivou a revogação pelo Judiciário das demais medidas diversas da prisão, decretadas anteriormente.

 

Investigação

 

O inquérito policial instaurado pela Deccor identificou fraude na licitação dos semáforos inteligentes adquiridos pela Prefeitura de Cuiabá. A investigação partiu de análises realizadas por auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), quando foram identificadas diversas irregularidades no sistema de semáforos inteligentes adquiridos pelo Município no valor de R$ 15.447.745,12.

 

A contratação ocorreu por meio de adesão a uma ata do município de Aracajú, capital de Sergipe. Os auditores do TCE identificaram a inviabilidade do funcionamento do controle remoto de priorização de transporte público adquirido pela Prefeitura de Cuiabá, pois em Aracajú há o modal BRT, que viabiliza o funcionamento,. Enquanto que na capital mato-grossense, não existe tal modalidade de transporte impossibilitando o cumprimento dessa parte do objeto contratual.

 

Ao analisar o relatório de auditoria, a equipe da Deccor verificou que ao fazer a contratação na forma detectada, com a impossibilidade de realizar o controle remoto de priorização de transporte público, apurou que houve dano ao erário no valor de R$ 553.884,32 com a liquidação do item 13 do Contrato nº 258/2017 “Software de Gerenciamento Semafórico Spinnaker/EMTRAC” e diante da impossibilidade de funcionamento, uma vez que há ausência de comunicação do sistema.

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Após todas as análises dos documentos, em maio deste ano, na deflagração da primeira fase da Operação Sinal Vermelho, a 7a Vara Criminal deferiu o afastamento cautelar do cargo do, à época, secretário de Mobilidade Urbana de Cuiabá e bloqueio de valores até o limite de R$ 553.884,32 dele, do representante legal da empresa contratada e nas contas da empresa.

 

 

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