Agência Brasil

O número de pessoas desocupadas voltou a crescer no estado de Mato Grosso, após quatro meses de queda. É o que mostram os dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (23.12). O cenário de aumento do desemprego no estado acompanha a realidade nacional.
Conforme a PNAD, Mato Grosso registrou em novembro 173 mil pessoas desocupadas. É o maior número desde junho, quando, no auge da crise causada pela pandemia da covid-19, 187 mil pessoas ficaram sem emprego no estado. Em julho, eram 172 mil; em agosto, 170 mil; em setembro, 168 mil; e em outubro, 167 mil. Ainda assim, a diferença de um mês para o outro ainda é considerada branda pelo Instituto, que classifica a situação de Mato Grosso como “estável”.
Houve, entretanto, aumento no número de pessoas ocupadas que passaram de 1,727 milhão em outubro para 1,755 milhão em novembro. Com isso, houve aumento na força de trabalho, que corresponde à soma da população ocupada e a desocupada. O mesmo pode ser visto no restante do país, que também registrou crescimento na taxa de empregos informais, assim como observado em Mato Grosso.
Em todo o país no mês novembro, a taxa de desocupação chegou a 14,2%, a maior da série histórica da pesquisa, iniciada em maio. Isso corresponde a 14,0 milhões de pessoas sem trabalho no país, em outubro foram 13,8 milhões. Já a população ocupada subiu para 84,7 milhões, aumento de 0,6% em relação a outubro (84,1 milhões), e, pela primeira vez desde o início da pesquisa, apresentou contingente superior ao de maio (84,4 milhões). O nível de ocupação ficou em 49,6%, ou seja, menos da metade da população em idade para trabalhar estava ocupada.
“A população ocupada se aproximou do patamar de março, apesar da taxa de desocupação maior. Isso porque temos mais pessoas pressionando o mercado de trabalho em busca de uma ocupação. Esses números refletem a flexibilização das medidas de distanciamento social, com mais pessoas mês a mês deixando de estar fora da força de trabalho”, detalhou Maria Lucia, coordenadora da pesquisa.
























