A juíza aposentada Selma Arruda e pré-candidata ao Senado pelo PSL depois de 22 anos de trabalhos no Poder Judiciário de Mato Grosso optou por seguir carreira política para tentar mudar algumas leis.
Em entrevista ao Jornal da Capital, da Rádio Capital FM 101,9, nesta manhã de sexta-feira (25), a ex-juíza revelou muita frustração por “perceber que todo esse sistema legal é feito para não funcionar” e porque mesmo com todo esforço em tentar punir um corrupto, no fim não conseguem que o réu devolva tudo que roubo do erário.
“Você condena, mas no final o cara vai ficar na casa, na mansão dele, no máximo com uma tornozeleira no pé. Aquilo te faz perceber que se não mudar a legislação, você não mudar o sistema, as coisas nunca vão mudar”, esclareceu ela.
Selma Arruda argumentou ainda que hoje as leis são feitas “por quem está cometendo os crimes e para proteger essas pessoas”. Ela defende que a colaboração premiada seja regulamentada de modo a impedir que o delator tenha que ressarcir só o valor ele roubou, mas dez vezes mais.
Defensora “ferrenha” da delação há algum tempo, a juíza aposentada explicou que hoje nem tanto em razão de a medida se tornado uma ferramenta de chantagem por parte de certos delatores que usam para extorquir os comparsas do crime.
























