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GUERRA DE COMISSÕES

Vereadores ‘enterram’ CPI do Calote e querem investigar a intervenção

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Antes mesmo de serem definidos os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigaria o suposto ‘calote’ do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, contra servidores públicos, o requerimento foi enterrado, nesta terça-feira (12.09), após alguns vereadores retiraram a assinatura do documento. Agora, alguns parlamentares querem investigar os gastos do Gabinete de Intervenção da Saúde.

Para que fosse instaurada a comissão eram necessárias nove assinaturas, mas nesta segunda-feira (11.09) o vereador Wilson Kero Kero retirou seu nome do requerimento. A expectativa do autor da chamada CPI do Calote, vereador Luís Fernando (Progressista), era de que a vereadora Edna Sampaio (PT) assinasse o documento.

“Respeito a decisão do colega, é uma decisão particular dele, foi ele que lutou pelo mandato para estar aqui […] mas é lastimável”. Comentou Luís Fernando, na tribuna.

A vereadora Edna, por sua vez, se posicionou afirmando que não assinará o requerimento por entender que o objetivo da CPI seria mais eleitoreiro do que para investigar a gestão de Emanuel.

“Nesse sentido, como eu não quero entrar nesta disputa entre os grupos políticos que dominam a Câmara Municipal, que é o grupo do Emanuel Pinheiro, o grupo do Mauro Mendes, não vejo necessidade e não vejo utilidade a minha assinatura em uma CPI como essa”, explicou Edna.

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O vereador Felipe Corrêa também solicitou a retirada de sua assinatura do requerimento para a CPI do Calote. Ele apresentou o pedido para a abertura uma comissão processante para apurar o caso e defendeu a cassação do mandato do prefeito Emanuel Pinheiro.

“Esta Câmara instalaria uma CPI pra investigar isso, mas as assinaturas pra criá-la foram retiradas. Eu assinei e mantive a minha até agora, mas agora a retiro nesta CI. Apesar da boa intenção, não é a CPI o melhor instrumento, porque não há o que investigar: réu confesso, o prefeito já assumiu crimes de responsabilidade suficientes pra cassá-lo ao pedir o parcelamento”.

Integrante da Comissão de Saúde da Câmara, o vereador Sargento Vidal, por sua vez, apresentou um requerimento para criar uma CPI que investigue supostas irregularidades em pagamentos por parte do Gabinete de Intervenção.

A decisão de Vidal ocorreu após o encaminhamento à Casa de Leis das denúncias feitas pelo prefeito Emanuel Pinheiro de um suposto rombo de mais de R$ 180 milhões durante o período de intervenção na Saúde de Cuiabá.

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“Os documentos são muito comprobatórios e muito vergonhoso. Até porque não havia necessidade alguma de se comprar sem licitação com indenizatória uma vez que Cuiabá já participa do Consórcio Municipal de Saúde. A gente pegou simplesmente 14 produtos aleatórios de 300 que foram comprados nesse indenizatório. Pasmem, apenas 14 produtos deu um rombo para o município acima de meio milhão de reais. Eu, participando da Comissão de Saúde, não sou de ficar omisso”, declarou Vidal.

Após confirmar que apresentou o requerimento, Sargento Vidal ainda desafiou os colegas que são oposição ao prefeito Emanuel e aliados do Governo do Estado a assinarem o requerimento. A provocação gerou discussão durante a sessão.

“Eu não vou jogar meu nome na lama por causa de Emanuel Pinheiro. Não dá. É pra investigar de alto a baixo, a fundo, não tem problema, agora só uma parte da história não dá”, pontuou o vereador Pastor Jefferson, alegando que assinaria se fosse inserido no objeto da CPI investigar o período em que a Saúde esteve sob a gestão do prefeito.

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