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SUCESSÃO DE EMANUEL

Vice que não soma diminui força da chapa

Na política apoio é jogo de soma, e não conta de diminuir. A vereadora Maysa Leão, cotada para ser candidata a vice-prefeita, faz exigências ideológicas para cuidar só de si e não do deputado Eduardo Botelho.

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Reproduzo abaixo nota do site Gazeta Digital com os comentários em negrito: 

Cotada para ser vice do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Botelho (União), na disputa à prefeitura de Cuiabá, a vereadora Maysa Leão (Republicanos) deixou claro que não quer ter sua imagem atrelada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

COMENTÁRIO: A vereadora deseja ficar confortável com o que considera ser seu eleitorado. Uma ideia de cabeça de candidato proporcional, sem experiência de candidatura majoritária. O governador Dante de Oliveira, eleito prefeito de Cuiabá duas vezes e eleito governador duas vezes, dizia sempre: “em eleição a gente cisca para dentro, somando apoios e não desprezando votos”.

Divulgação

A situação pode ser empecilho na composição, já que existe a possibilidade de Botelho migrar ao Partido Social Democrático (PSD), partido que faz parte do governo Lula em nível nacional.

COMENTÁRIO: Maysa repete o jeito tosco de fazer política do deputado federal Abílio Brunini, contumaz em atirar no próprio pé. É um tiro no pé dela, deixando vazar na mídia suas exigências ideológicas para aceitar um eventual convite para ser candidata a vice-prefeita. Vice soma, vice que diminui não serve para ninguém. A exigência posta como está, pensando apenas nela, na sua imagem, fragiliza a argumentação sobre o arco de alianças para o primeiro turno. 

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Além disso, a parlamentar rechaça qualquer tipo de aliança com o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), que é amigo pessoal de Botelho.  

COMENTÁRIO: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá apoiar, em óbvio, o candidato do PT na eleição de Cuiabá, ou o deputado estadual Lúdio Cabral ou  a ex-deputada federal Rosa Neide. Um eventual apoio dos petistas no segundo turno é sim um jogo de soma a ser considerado. E com relação ao prefeito Emanuel Pinheiro o que interessa é o apoio do seu partido, o MDB, que é forte em Cuiabá. Fazer a devida distinção entre Emanuel e o partido MDB é um jogo de soma, de inteligência política. 

A outra questão é a escolha de candidaturas de vice pelo critério de gênero, no caso dos candidatos homens a prefeito da Capital. O critério também deve ser um jogo de soma junto ao eleitorado feminino. A chapa precisa somar outras potências para tornar a dupla mais forte eleitoralmente junto às cuiabanas e aos cuiabanos. Este assunto que será objeto de análise mais específica em outra ocasião.

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