O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) tomou para si uma missão ingrata: tentar reduzir o tamanho do fiasco da gestão de Mauro Mendes (União). O foco da missão é em relação aos graves problemas das obras de pavimentação em todo estado. Problemas que vieram a público com a revelação da obra torta executada na MT-170. Um projeto malfeito de transformação de BR em MT e o resultado do desperdício do dinheiro público, o asfalto simplesmente se esfarelando.
Pivetta minimiza o fiasco de Mauro. Joga o problema para as empreiteiras contratadas, que serão obrigadas a corrigir falhas em obras de asfalto. O jornalista Jardel Arruda, do site Olhar Direto, registrou a Operação Mitigação do fiasco de Mendes.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que as empreiteiras responsáveis por trechos com problema nas obras de pavimentação em Mato Grosso serão obrigadas a corrigir as falhas identificadas pelo governo, mesmo que para isso seja necessário a adoção de medidas jurídicas. A declaração veio após críticas do senador Jayme Campos (União) à qualidade do asfalto entregue pelo Estado.
Pivetta reconhece que as obras de Mauro Mendes tiveram problemas. “Nós reconhecemos que existem problemas”. Reduz o problema a uma questão pontual, na contramão das queixas viralizadas na internet dando conta de “problemas” em diversas obras de pavimentação, além do asfalto farelo da MT-170. “Estamos tomando as medidas jurídicas e legais para que as empreiteiras que cometeram erros os corrijam. É isso”, afirmou Pivetta, jogando a culpa nas empreiteiras incompetentes que o governo do estado contratou.

Em tempo. No seu estilo autoritário, expressão “é isso” significa, no melhor estilo pivettano: “calem a boca, já dei minha opinião, está encerrada a discussão”.
A fala do governador é uma resposta direta ao discurso da oposição e às queixas da população, que passou a mirar uma das vitrines mais exploradas pelo grupo governista nos últimos anos: a expansão da malha asfaltada. Sem negar os defeitos apontados, Pivetta preferiu admitir que há trechos com falhas, mas sustentou que o governo já está reagindo para cobrar reparação das empresas.
Ao fazer isso, o governador tenta desesperadamente blindar o pacote de obras sem comprar integralmente a tese de que a política de infraestrutura virou passivo. A linha adotada foi simples: reconhecer problema pontual, preservar o volume de entregas e empurrar a responsabilidade da correção para as construtoras.
Na prática, escreve o jornalista Jardel Arruda, do site Olhar Direto, Otaviano Pivetta tenta conter o desgaste sobre a qualidade das rodovias sem renunciar à principal propaganda do governo na infraestrutura. O discurso do governador é que houve erro “em parte” das obras, mas que a conta da correção não ficará com o Estado. A conferir se o eleitorado vai engolir a Operação Mitigação do fiasco da gestão de Mendes.





















