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MATANÇA DE MULHERES EM MT

Quem vai marcar presença na manifestação de apoio à vítima de feminicídio?

Nas redes sociais, várias personalidades manifestaram repúdio à decisão da Justiça que concedeu prisão domiciliar a Carlos Alberto Bezerra. A conferir quem vai marcar presença na manifestação contra a decisão favorável ao matador de mulher.

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A participação pública nas redes sociais, com comentários, textos e likes, é confortável e ao mesmo tempo fria, distante, sem o face a face das relações presenciais. Uma manifestação pública é um gesto que exige, em óbvio, a presença, requer coragem, compromisso e coerência com o que foi escrito nas mensagens digitais. Estar presente para prestar apoio à causa do protesto é a linha que separa o oportunismo, a demagogia, da firmeza de caráter que não se dobra à covardia da omissão.

No próximo dia 7 de dezembro está marcada a manifestação pública “Não Vamos nos Omitir” de repúdio à decisão da Justiça no caso do homicídio de Thays Machado, que era servidora do Poder Judiciário, e de Willian César Moreno. O casal foi executado a tiros na porta do prédio da mãe de Thays pelo ex-namorado Carlos Alberto Gomes Bezerra, filho do ex-deputado Carlos Bezerra. A manifestação será o momento de conferir se o apoio que muitos políticos deram nas redes sociais vai se transformar em presença neste ato democrático organizado pela família e amigos de Thays. Essa é a pergunta que não quer calar: quem vai marcar presença?

Mato Grosso ostenta um título vergonhoso de estado campeão de matança de mulheres. É mais do que urgente a reação da sociedade e ação pública das autoridades estaduais. A manifestação não é contra a Justiça, é a favor de Justiça para as mulheres de Mato Grosso. Decisões judiciais que favorecem matadores de mulheres serão sempre questionadas, faz parte da vida democrática. Prestar solidariedade e estar presente à manifestação é o mínimo que se espera de todas as personalidades do mundo político que dizem defender as mulheres vítimas de feminicídio.

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manifestação contra feminicídio

CONHEÇA O CASO

E no caso em questão o próprio Ministério Público de Mato Grosso se manifestou contra o privilégio concedido ao matador de Thays. Conforme noticiou o PNB Online, por meio do Núcleo de Apoio para Recursos aos Tribunais Superiores (NARE), entrou com embargos de declaração no Tribunal de Justiça para esclarecer alguns pontos do acórdão que autorizou o réu Carlos Alberto Gomes Bezerra a cumprir prisão domiciliar. Ele foi preso em flagrante e denunciado pelo Ministério Público no final de janeiro deste ano por feminicídio contra Thays Machado e homicídio qualificado contra Willian Cesar Moreno. Os crimes foram cometidos em Cuiabá. A intenção do MPMT é que Carlos Alberto Bezerra retorne para o presídio.

No dia 17 deste mês, a Segunda Câmara Criminal do TJMT concedeu a Carlos Alberto Gomes Bezerra o benefício da prisão domiciliar enquanto aguarda o julgamento por duplo assassinato. Os desembargadores entenderam que Bezerra, que matou a tiros a ex-companheira e o namorado dela, tem o direito de aguardar o julgamento em casa, em tratamento de saúde, pois não há comprovação de “sua acentuada periculosidade, ou indícios de que, em liberdade, voltará a praticar outros atos delituosos”. Carlos Alberto é filho do ex-deputado federal e ex-governador Carlos Bezerra.

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A defesa de Carlos Alberto entrou com o pedido de habeas corpus junto ao Judiciário elencando uma série de problemas de saúde do réu, como hipertensão, diabetes, distúrbio neurovegetativo, dores generalizadas, “além de constantes alterações de humor com isolamento social, compulsão alimentar, ideias autodestrutivas contribuindo para agravar mais ainda sua saúde física e mental”, consta em trecho da decisão. A Procuradoria Geral de Justiça opinou por negar o habeas corpus.

Quantos presos hoje no sistema prisional de Mato Grosso sofrem de diabetes, hipertensão, distúrbios neurovegetativo, e dores generalizadas? Quantos receberam o mesmo benefício de prisão domiciliar concedido ao filho do ex-deputado federal?

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