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SAÚDE

Mais de 2 mil pessoas morreram por aids em MT nos últimos 10 anos

Entre as capitais do país, Cuiabá registrou 6,9 mortes para cada 100 mil habitantes no ano passado – número superior à taxa nacional.

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O número de pessoas que morreram devido à aids tem aumentado em Mato Grosso (MT) desde 2020, conforme o Ministério da Saúde. O estado não seguiu a tendência nacional de queda de óbitos pela doença nos últimos dez anos. Entre os anos de 2012 e 2022, foram registrados 2203 óbitos, sendo 204 desses no último ano. O número é maior que o registrado em 2012, quando 190 pessoas em Mato Grosso perderam suas vidas devido à síndrome causada pelo vírus HIV. 

Mais de 2 mil pessoas morreram por aids em MT nos últimos 10 anos (Foto: EBC)

Entre as capitais do país, Cuiabá registrou 6,9 mortes para cada 100 mil habitantes no ano passado – número superior à taxa nacional (4,1), de acordo com o Boletim Epidemiológico sobre HIV/aids, que também aponta taxa de detecção de aids em Mato Grosso em 20,5 casos por 100 mil habitantes. Cuiabá detectou 27,7 casos.

Em relação à detecção do HIV, em 2022, o documento mostra que foram notificados 43.403 casos em todo o país, sendo 3.825 no Centro-Oeste e 930 no Mato Grosso. Apesar do aumento no número de mortes e na detecção como um todo, em Mato Grosso, os dados epidemiológicos apontam uma diminuição nos casos notificados de HIV entre gestantes e crianças expostas ao vírus.

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Em 2012, foram registrados 660 casos de HIV notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), em comparação com 438 em 2023. No caso de gestantes infectadas pelo HIV, houve uma redução de 128 casos em 2012 para 108 em 2023. Já os casos de crianças expostas ao HIV diminuíram de 104 em 2012 para 96 em 2023.

Tratamento

O vírus HIV pode ser transmitido pelo contato com sangue, sêmen ou fluidos vaginais infectados. Algumas semanas depois da infecção pelo HIV, podem ocorrer sintomas semelhantes aos da gripe, como febre, dor de garganta e fadiga. A doença costuma ser assintomática até evoluir para aids. Estima-se que, atualmente, um milhão de pessoas vivam com HIV no Brasil, mas apenas 900 mil conhecem seu diagnóstico. Isso significa que aproximadamente 100 mil pessoas ainda precisam ser diagnosticadas para que, então, iniciem tratamento. 

Uma das formas de se prevenir contra o HIV é fazendo uso da PrEP, método que consiste em tomar comprimidos antes da relação sexual, que permitem ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o vírus. Além disso, o uso do preservativo, masculino ou feminino, em todas as relações sexuais (orais, anais e vaginais) é o método mais eficaz para evitar a transmissão.

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