A inauguração dos primeiros 160 km de trilhos da Ferrovia Estadual, um marco infraestrutural que deveria unir forças, transformou-se em uma mostra de “pequenez” diante da tentativa do governador Otaviano Pivetta de minimizar investimentos bilionários do Governo Federal em Mato Grosso.
Diante do caso, o senador Carlos Fávaro (PSD) reagir de forma contundente ao que considerou um “desrespeito” e “falta de pulso” por parte de Pivetta. Fávaro denunciou uma “tentativa de mediocridade” e “pequenez” da gestão estadual ao orquestrar a ocultação do massivo e decisivo apoio financeiro e administrativo do Governo Federal em grandes obras no estado.
A reação de Fávaro foi desencadeada por falas do vice-governador Pivetta, que, em sua análise, buscou de forma inapropriada isolar a gestão estadual como única responsável pelos avanços, inclusive no projeto da ferrovia.
“Mostrou-se um governador inseguro, despreparado pro cargo, pela grandeza de ser governador de Mato Grosso,” disparou Fávaro, reagindo com indignação ao desrespeito de Pivetta.
Para o senador, o comportamento de Pivetta reflete uma incapacidade de governar sem a União, tornando o discurso de autossuficiência do estado “raso” e fruto de “insegurança política”.
A solenidade contou com a presença de diversas autoridades de peso que acompanhavam a pauta. Além do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e do próprio vice-governador e ex-governadores do estado, a comitiva incluiu o Ministro dos Transportes, George Santoro, e o Presidente do Conselho da Cosan, Rubens Ometto. Também integraram a lista de autoridades o Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, Max Russi, o senador Jaime Campos, o Prefeito de Dom Aquino, Carlos Alberto da Costa, além de toda a equipe da Rumo Logística presente no palco, representada por Eva Lopes e Danilo Silva.
Com firmeza, Fávaro trouxe a público dados que desmentem a narrativa estadual e expõem a dependência do estado em relação aos recursos federais sob a gestão do presidente Lula. O senador detalhou que a viabilidade da ferrovia foi assegurada pela intervenção direta da União ao renovar a concessão da malha paulista, garantindo o escoamento até o Porto de Santos. Mais do que isso, revelou que R$ 2,5 bilhões, metade do financiamento da obra, são oriundos de financiamento federal.
O senador não parou por aí e elencou outras obras cruciais cuja concretização está atrelada à União, mas que o governo estadual tenta apropriar-se de forma indevida. Fávaro expôs que a duplicação e delegação da BR-163 conta com um financiamento federal massivo de R$ 6 bilhões, além de citar projetos estruturantes como a BR-158, o Rodoanel de Cuiabá e o Hospital Júlio Müller. O parlamentar ainda classificou como uma “pequenez” a tentativa do estado de “rebatizar” o programa federal Minha Casa Minha Vida como “Ser Família Habitação”, camuflando o fato de que as 40 mil moradias em construção só são viabilizadas devido aos incentivos nas taxas de juros e às subvenções concedidas diretamente pelo governo federal.
“Isso faz com que o Mato Grosso viva um momento melhor da relação governo federal com estadual, mas que o governo estadual fica querendo apequenar e esconder a participação do governo federal. Infelizmente, é um ato de mediocridade,” concluiu Fávaro, em declarações dadas à imprensa nos bastidores do evento, reafirmando que sua fala foi uma reação à postura inadequada de Pivetta.
Confira a íntegra da fala do senador Carlos Fávaro:
O governador Pivetta, além de desrespeitoso, mostrou-se um governador inseguro, despreparado pro cargo, pela grandeza de ser governador de Mato Grosso. Querer desqualificar o papel do governo federal nas ações aqui do estado mostra pequenez e insegurança. Ele não consegue governar sem o governo federal. Esse discurso é raso e tem que ser superado.
A ferrovia tem um grande, teve uma grande ação do governo do estado em fazer o chamamento, em trazer uma concessionária. Mas essa concessionária não viria se o governo federal não tivesse renovado a concessão da malha paulista para que ela possa passar nos trilhos até chegar até Santos. Esse foi um grande incentivo. Também o funding, o financiamento, dois bilhões e meio, metade do financiamento veio do governo federal.
É também o momento de aproveitar e dizer que a BR-163, que está sendo duplicada, delegada pelo governo federal, tem um funding de seis bilhões de reais. E eles insistem em esconder. Que pequenez é essa? O Rodoanel de Cuiabá, o Hospital Júlio Muller, a BR-158, o Minha Casa Minha Vida, que eles insistem em dizer que é Ser Família Habitação. São 40 mil moradias com incentivo nas taxas de juros e na subvenção para a contratação.
Isso faz com que o Mato Grosso viva um momento melhor da relação governo federal com estadual, mas que o governo estadual fica querendo apequenar e esconder a participação do governo federal. Infelizmente, é um ato de mediocridade.





















