O deputado federal Emanuelzinho (MDB) elencou uma lista de elementos que colocam em suspeita a atuação do procurador-Geral de Justiça de Mato Grosso, Deosdete Cruz, em relação ao Governo do Estado. Desde as operações na Saúde até a proximidade com a família do governador Mauro Mendes (União), o parlamentar classificou o posicionamento do Ministério Público como suspeito de ‘advocacia administrativa’.
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Em entrevista ao Jornal da Cultura 90.7, nesta segunda-feira (15.01), o deputado Emanuelzinho (MDB) confirmou que irá acionar o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) quanto à conduta do procurador-Geral.
Veja pontos suspeitos citados pelo deputado federal:
– Relação pessoal com a família Mendes: “O que me estranhou desde o começo foi que o procurador Deosdete, nomeado pelo governador Mauro Mendes, escolhido a dedo pelo governador Mauro Mendes, tomou posse e o primeiro ato dele foi levar um buquê de flores para a primeira-dama de Mato Grosso, homenageando-a. Isso não faz parte de uma relação republicana e a partir disso eu comecei a observar”.
– Operação na Sema em fraudes e licenças ambientais: “R$ 400 milhões não vi uma denúncia da Procuradoria Geral de Justiça de Mato Grosso ao STJ em relação ao governador Mauro Mendes”
– Operação Espelho, sem envolvimento de secretários: “procuradoria-Geral de Justiça denuncia os empresários envolvidos e não tem participação de secretários e nem governador. Quer dizer que eles saquearam R$ 100 milhões da saúde do Estado de Mato Grosso e não há nenhuma manifestação contundente do procurador-Geral de Justiça e não há investigação contra essas autoridades?”
– BRT: suspeita no processo de licitação do novo consórcio do BRT, que impede grupos econômicos que tem ligação em um estado não podem disputar em outro. “Eles estão no Espírito Santos, disputaram licitação em Cuiabá somente os dois consórcios. E o Ministério Público de Mato Grosso não disse nada em relação a isso”
– Uso de UTI aérea: “o governador Mauro Mendes saiu em várias páginas de sites nacionais que ele utilizou uma UTI aérea. UTI aérea que tantos pais de família indo na Defensoria Pública pedindo liminar para conseguir UTI para fazer cirurgia em seus filhos, gente vindo de Colniza, de Nova Bandeirantes. O governador utiliza UTI aérea para ir a uma festa dos irmãos Joesley, pessoal da JBS, e não há uma manifestação da Procuradoria-Geral de Justiça”.
– TAC da Saúde: Segundo Emanuelzinho, o procurador manifestou em um recurso do prefeito Emanuel Pinheiro contra o TAC na Saúde “afirmando que o prefeito Emanuel Pinheiro não tinha o desejo de manter uma gestão de excelência como a da intervenção, porque estava recorrendo. É legitimidade da parte, não pode opinar sobre a intenção do recurso”.
– TAC obriga a gestão a pagar servidores que lideravam a intervenção sendo pagos pela prefeitura de Cuiabá.
– TAC obriga que as nomeações passem por avaliação do Ministério Público.
– Intervenção total: fala pública do procurador de que a Prefeitura de Cuiabá pode sofrer intervenção total caso o prefeito Emanuel Pinheiro não cumpra integralmente o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da saúde. A fala teria ocorrido após o prefeito questionar os termos do TAC.
“Uma fala dessa soa quase como uma ameaça, uma estranha ameaça. Diante disso, sem querer acusar e querendo entender, estou juntando documentação, quarta-feira estarei em Brasília e farei uma consulta ao CNMP se todas essas ações dessa natureza são normais, se caminha de acordo com o princípio da impessoalidade, da administração e respeito ao ordenamento jurídico. Se for dito que é normal, eu respeito. Mas caso isso seja lido como fato estranho, que seja lido como denúncia”, afirmou Emanuelzinho.





















