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VAGAS PARA HOMENS

A cultura do machismo e a não escolha de mulheres no Judiciário brasileiro

A escolha para as vagas no STJ já percorre o mesmo caminho que ocorreu no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Reportagem da colunista do UOL, Carolina Brígido, desta quarta-feira (24.01), revela que começou oficialmente a disputa pelas cadeiras deixadas pelas ministras Laurita Vaz e Assusete Magalhães, aposentadas em outubro e neste mês, respectivamente, no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Conforme a reportagem, os favoritos para as vagas são dois homens: o desembargador Rogerio Favreto, do TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, e o procurador de Justiça Sammy Barbosa Lopes, do Ministério Público do Acre.

A escolha para as vagas no STJ já percorre o mesmo caminho que ocorreu no Supremo Tribunal Federal (STF), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que fatores como raça e gênero não seriam considerados para a escolha e indicou o ministro Flávio Dino para uma vaga aberta com a aposentadoria de uma mulher, a ministra aposentada Rosa Weber, reduzindo o número de cadeiras femininas no Supremo a apenas uma.

Esse acontecimento no contexto contemporâneo da cultura do machismo ligado à Corte Suprema no Brasil: a última escolha do novo ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF), é um recorte da pesquisa que desenvolvemos no doutorado do Programa de Pós-graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (PPGECCO) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com proposta para a Conferência da IAMCR 2024 (International Association for Media and Communication Research).

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Pelo processo de montagem audiovisual, buscaremos construir a reflexão sobre comunicação política dos partidos, controlados em sua maioria por homens, dando a ver o hiato entre intenção e gesto, que na prática a real política é, ainda, a reafirmação de valores de uma cultura machista.

A mesma análise cabe para o caso de Mato Grosso. Cabe ao governador Mauro Mendes (União), definir quem será o novo ou nova desembargador ou desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), pela vaga destinada à advocacia pelo Quinto Constitucional.

A lista paritária foi formada em votos distintos para advogadas e advogados, sendo as três mais votadas: Juliana Zafino, com 39 votos; Dinara de Arruda, com 38; e Glaucia Amaral com 35 votos. Já a votação para a lista composta por advogados ficou com Hélio Nishiama com 36 votos; Flaviano Taques, com 30; e Abel Sguarezi, com 28 votos.

A Lista Sêxtupla foi encaminhada, via ofício, ao TJMT, e após a votação pelo Pleno segue para decisão do governador Mauro Mendes. Apesar de a mais votada ter sido uma advogada, acredita-se na possibilidade do gestor nomear o advogado de sua família, Hélio Nishiama.

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* Julia Munhoz é doutoranda do Programa de Pós-graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (ECCO), da UFMT.

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