O Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) e o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) uniram-se pela primeira vez para expor seus principais projetos na 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), realizada em Brasília. Com um grande estande, as instituições mostraram um pouco do bioma amazônico ao público, destacando projetos de preservação ambiental, educação científica e desenvolvimento sustentável.
A subsecretária de Ciência e Tecnologia para a Amazônia do MCTI, Tanara Lauschner, ressaltou o papel da Amazônia para o equilíbrio climático global, funcionando como um sumidouro de carbono e regulando o clima em várias regiões. “Temos a maior biodiversidade do planeta, regulando o ciclo hidrológico e influenciando as chuvas na América do Sul”, afirmou.
Entre os projetos apresentados, o Inpa destacou o “Bosque da Ciência”, um museu vivo em Manaus que abriga espécies nativas e pesquisas de ponta. “Queremos socializar o conhecimento com a população por meio da educação ambiental”, disse Jorge Lobato, chefe do projeto.
O Instituto Mamirauá trouxe sua experiência de manejo sustentável do pirarucu e chamou a atenção para os impactos da crise climática na região do rio Tefé, onde estiagens severas têm ameaçado a fauna local e dificultado o acesso das comunidades ribeirinhas à água potável.
O Museu Goeldi, instituição mais antiga de pesquisa na Amazônia, apresentou o projeto “Replicando o Passado”, que resgata a história do bioma por meio de cerâmicas e acervo arqueológico. “É essencial que esse conhecimento tradicional seja apresentado para as populações locais”, comentou Emanoel Fernandes de Oliveira Junior, coordenador de museologia.
O evento também incluiu o anúncio de que o desmatamento na Amazônia caiu 30,6% em 2024, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), alcançando o menor índice dos últimos nove anos.























