O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso está determinado a lançar o deputado federal José Medeiros como candidato ao Senado nas eleições de 2026. A confirmação foi feita pelo presidente estadual da legenda, Ananias Filho, em entrevista ao Jornal da Cultura, nesta segunda-feira (02.12). Além disso, o partido trabalha para construir uma candidatura competitiva ao Governo do Estado, avaliando dois possíveis nomes: o senador Wellington Fagundes e o empresário do agronegócio Odílio Balbinotti Filho.
Segundo Ananias Filho, a candidatura de Medeiros ao Senado é prioridade para o PL e não está aberta a negociações. “Nosso pré-candidato ao Senado é José Medeiros, e isso não muda. Só há duas condições para isso não acontecer: Deus e o próprio Medeiros. Estamos trabalhando dentro do arco de alianças para construir essa candidatura com base nos resultados que tivemos nas últimas eleições”, afirmou.
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No cenário estadual, o PL realizará duas pesquisas: a primeira no final de março de 2025 e a segunda no final do mesmo ano para escolher o nome do partido. Dois possíveis candidatos estão na mesa: Odílio Balbinotti, empresário do agronegócio que ainda não se filiou oficialmente ao partido, e Wellington Fagundes, atual senador da República. “Queremos tomar essa decisão com base em dados concretos e evitando divisões internas. A ideia é chegar ao início de 2026 com o nome definido e fortalecido para a disputa”, explicou Ananias.
Além disso, o presidente destacou que o PL está aberto ao diálogo com outros partidos, como União Brasil e Republicanos, para construir uma aliança ampla. “Não faremos um projeto isolado. Estamos buscando alinhamento com outras legendas que compartilham de nossos objetivos e valores”, ressaltou.
Segundo Ananias, o resultado nas eleições municipais justifica a decisão de lançar uma candidatura própria ao governo. “O PL tem hoje um papel estratégico em Mato Grosso e não pode abdicar de protagonizar as eleições estaduais”, afirmou. No entanto, o presidente reconhece que o cenário ainda está em construção, com a possibilidade de surgirem novos nomes ou reconfigurações políticas. “Tudo pode acontecer, inclusive nada. É um processo dinâmico e precisamos estar atentos às movimentações dos outros partidos”, ponderou.





















