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BOCA DE URNA

Conservadores vencem eleições na Alemanha; extrema-direita cresce

O resultado é importante para a liderança de Friedrich Merz, que deve assumir a missão de formar o novo governo alemão.

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Conservadores vencem eleições na Alemanha; extrema-direita cresce
Conservadores vencem eleições na Alemanha; extrema-direita cresce/ Na foto, Friedrich Merz (CDU-Parteivorsitzender) (Foto: Steffen Prößdorf / Creative Commons)

As eleições parlamentares na Alemanha neste domingo (23.02) indicam a vitória da União Democrata-Cristã (CDU), partido de centro-direita, com cerca de 30% dos votos, segundo pesquisas de boca de urna. O resultado é importante para a liderança de Friedrich Merz, que deve assumir a missão de formar o novo governo alemão, substituindo o atual chanceler Olaf Scholz, do Partido Social-Democrata (SPD).

Outro destaque da votação foi o crescimento da Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de direita radical, que conquistou aproximadamente 20% dos votos, tornando-se a segunda maior força política do país. O desempenho histórico mostra sua presença no Parlamento e indica uma guinada no cenário político alemão.

Após o anúncio dos primeiros resultados, Merz celebrou a vitória de sua legenda e ressaltou a necessidade de formar um governo com celeridade. “O mundo lá fora não espera por nós”, declarou o líder da CDU. Embora tenha rejeitado qualquer aliança com a AfD, a formação da coalizão governista dependerá de negociações com outros partidos.

A AfD, por sua vez, comemorou o avanço expressivo. O copresidente da legenda, Tino Chrupalla, afirmou que o partido está pronto para provocar uma mudança significativa na política alemã. Apesar do crescimento, as demais siglas políticas mantêm resistência em firmar alianças com a legenda de extrema direita.

A trajetória de Friedrich Merz também chama atenção. Aos 69 anos e com um histórico de embates dentro da CDU, ele retorna ao centro da política após anos afastado, período em que atuou no setor financeiro. Durante a campanha, defendeu maior controle imigratório, cortes em benefícios sociais e reforço na ajuda à Ucrânia. No entanto, algumas de suas declarações sobre imigração geraram polêmicas e protestos.

Com a derrota do SPD, Olaf Scholz reconheceu o resultado desfavorável e classificou a eleição como uma “derrota amarga” para seu partido. A coalizão governista ainda precisará ser definida, e as negociações devem se estender nos próximos dias, com a CDU buscando parceiros para alcançar a maioria parlamentar.

A votação deste domingo, antecipada devido ao colapso do governo Scholz, redefiniu o equilíbrio de forças na política alemã. Com a ascensão da AfD e a necessidade de formação de uma nova coalizão, o cenário político do país entra em um período de transição e incerteza.

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