A Hungria foi às urnas neste domingo (12.04) e encerrou o governo de Viktot Orbán, líder da extrema direita no país, que admitiu a derrota. O líder da oposição, Péter Magyar, afirma que o atual primeiro-ministro o parabenizou pela vitória.
Próximo do fim da apuração dos votos das urnas, o partido de oposição Tisza foi projetado para conquistar 138 cadeiras no Parlamento de 199 assentos. Orbán, líder do partido Fidesz e um dos principais nomes da direita nacionalista na Europa, vê sua legenda ficar com 54 cadeiras, enquanto o Mi Hazánk teria 7 assentos, de acordo com o órgão eleitoral nacional (NVI).
O pleito na Hungria, considerado o mais importante da Europa neste ano, registrou uma participação recorde de 66% dos eleitores.
Orbán venceu as quatro últimas eleições parlamentares com ampla vantagem. A oposição fragmentada, somada ao controle político do premiê, ajudou a consolidar esses resultados.
Neste ano, o cenário mudou. Com a economia estagnada há três anos e o enriquecimento de uma elite ligada ao governo, Orbán perdeu força interna e viu o ex-aliado Péter Magyar ganhar espaço.
Magyar lidera o partido de centro-direita Respeito e Liberdade, conhecido como Tisza.
























