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EUA X IRÃ

Guerra pressiona custos e pode afetar indústria em MT, diz presidente da Fiemt

Alta dos combustíveis e impactos na agricultura preocupam setor produtivo do Estado.

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O agravamento da guerra no Oriente Médio, intensificado após ataques coordenados de Donald Trump e do governo de Israel contra o Irã, já começa a repercutir na indústria de Mato Grosso. Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiemt), Silvio Rangel, o principal impacto imediato ocorre no aumento dos combustíveis, com efeitos em cadeia sobre logística e produção.

A declaração foi dada nesta terça-feira (14.04), durante o Fórum Economia e Desenvolvimento Institucional, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide) em parceria com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

De acordo com Rangel, o encarecimento dos combustíveis atinge diretamente a estrutura logística do Estado, que depende do transporte rodoviário para escoamento da produção. “O combustível, na logística e em diversos setores, é fundamental. A guerra impacta diretamente esse custo”, afirmou.

(Foto: Assessoria)

O conflito ganhou escala após ataques militares que atingiram cidades estratégicas iranianas e levaram à interrupção parcial do fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas energéticas do mundo. A restrição elevou os preços internacionais do petróleo e do gás, gerando instabilidade em cadeias produtivas globais.

Além do impacto direto nos combustíveis, o presidente da Fiemt destacou um efeito indireto relevante para Mato Grosso: a possível redução da produção agrícola. “A guerra pode afetar a agricultura e, consequentemente, atingir a indústria. Se há diminuição da produção, isso chega ao setor industrial”, disse.

O Estado é um dos principais produtores de soja e milho do país, insumos essenciais também para a produção de biocombustíveis. Segundo Rangel, essa dependência amplia a vulnerabilidade local diante de crises internacionais. “Utilizamos biocombustíveis derivados da soja e do milho. Se houver impacto nessas cadeias, a indústria também sente”, afirmou.

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