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AINDA ESTAMOS AQUI

Veja vídeo: jovens ativistas protestam contra general acusado de torturar Rubens Paiva

José Belham, ex-general reformado do exército brasileiro, liderou o DOI-Codi do 1º Exército, no Rio de Janeiro, entre novembro de 1970 e maio de 1971.

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Jovens ativistas da organização Levante Popular da Juventude fizeram, nesta segunda-feira (24.02),  um protesto em frente à residência do general reformado do Exército José Antônio Nogueira Belham, na zona sul do Rio de Janeiro. O militar foi um dos torturadores do ex-deputado federal Rubens Paiva.

José Belham, ex-general reformado do exército brasileiro, liderou o DOI-Codi do 1º Exército, no Rio de Janeiro, entre novembro de 1970 e maio de 1971. Ele é acusado de associação criminosa, fraude processual, tortura, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver no caso envolvendo o desaparecimento do ex-deputado.

No asfalto, em frente ao prédio, os participantes do protesto pintaram a frase Ainda estamos aqui, em referência ao filme que narra a história da família Paiva, e levantaram cartazes com fotos de Rubens Paiva e de outros mortos e desaparecidos pelo regime militar, principalmente ligados a movimentos estudantis, como a líder da União Nacional dos Estudantes (UNE) Helenira Resende; o então presidente da Federação dos Estudantes da Universidade de Brasília Honestino Guimarães e o estudante secundarista Edson Luís.

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Escracho ao José Belham, ex-general reformado do exército brasileiro, liderou o DOI-Codi do 1º Exército, no Rio de Janeiro | Foto: Junior Lima @xuniorl

A organização declarou que o “escracho” contra Belham pretende aproveitar a visibilidade do filme para pedir a revisão da Lei da Anistia, excluindo crimes como ocultação de cadáver e desaparecimento forçado do seu escopo.

“Graças ao trabalho da Comissão da Verdade, Belham e outros quatro militares foram indiciados pelo Ministério Público Federal pelo homicídio e desaparecimento de Rubens Paiva. No entanto, a luta por justiça continua, e seguimos incansáveis. Este ano, com o sucesso e a repercussão do filme “Ainda estou aqui”, estamos novamente denunciando os crimes ocorridos durante a Ditadura e exigindo justiça para Rubens Paiva! Que crimes como desaparecimento forçado de pessoas e a ocultação de cadáver, não podem ser enquadrados na Lei da Anistia (6.683/1979)”, afirmaram os jovens ativistas..

“Por fim, queremos deixar um recado: Torturadores de todo o país, ainda estamos aqui! Convidamos toda a juventude e toda a sociedade brasileira a se levantar por justiça. Não esqueceremos, não descansaremos até que haja justiça para Rubens Paiva e para todos e todas que morreram lutando por democracia, aqueles e aquelas que foram de aço em tempos de chumbo. Não descansaremos até que todos os torturadores sejam devidamente responsabilizados pelas atrocidades que cometeram”.

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Veja vídeo da manifestação:

 

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