O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) chamou nesta quarta-feira (19/03) os colegas de parlamento Elizeu Nascimento (PL) e Gilberto Cattani (PL) de covardes e frouxos. A fala foi feita ao comentar a decisão do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) de se licenciar do cargo para se mudar para os Estados Unidos da América (EUA).
Lúdio argumentou que aqueles que pediram a instauração de uma ditadura militar agora acusam o atual governo de montar uma suposta ditadura. O parlamentar estadual afirmou que o medo dos bolsonaristas da prisão é o que explica a fuga para os Estados Unidos.
“Os deputados da extrema direita vêm aqui se queixar de uma suposta democracia, agora, não é do meu feitio, mas eu quero usar exatamente a linguagem da extrema direita: sabe o que você são Cattani? Covardes”, afirmou Cabral.
“Vocês são covardes, vocês são frouxos, o ex-presidente da República Jair Bolsonaro é um covarde, um frouxo, que no dia 28 de janeiro de dezembro de 2022 abandonou o cargo e fugiu do Brasil para esperar a massa de manobra que ele não teve coragem de acompanhar no dia 8 de janeiro fazer o que fizeram”, completou Lúdio durante discurso na Assembleia.
Durante o discurso, Cabral apresentou requerimento para que o governador do Estado, Mauro Mendes (União), esclareça com quais recursos foi participar do ato em Copacabana no último domingo (16/03). O ato bolsonarista foi dedicado ao pedido de anistia aos vândalos que participaram da tentativa de golpe no Palácio do Planalto, em Brasília, no dia 8 de janeiro.

Cattani e Elizeu respondem
O deputado Elizeu Nascimento rebateu a fala de Lúdio criticando o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem ele chamou de ladrão durante discurso na tribuna.
“Se tem alguém covarde é a esquerda que deixou o nosso país arrebentado e destruído economicamente, que precisou desses quatro anos do presidente Bolsonaro resgatar a integridade moral e econômica dessa nossa nação”, afirmou o deputado.
Cattani declarou, logo depois, que a população tem direito de citar um artigo constitucional para pedir intervenção.
“Quando um cidadão brasileiro ergue uma placa pedindo volta do regime militar ele cometeu crime?” questionou o deputado do PL. “Ele não tem o direito de pedir o que bem entende?”, concluiu.





















